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13 de Julho de 2014 - 07:00

Por NATHÁLIA CARVALHO Repórter

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Designer Vinícius Peixoto assistiu a três jogos
Designer Vinícius Peixoto assistiu a três jogos
Estudante Natalia Azevedo dedicou as férias aos jogos
Estudante Natalia Azevedo dedicou as férias aos jogos

 O superaguardado 13 de julho chegou, e finalmente saberemos hoje quem será o novo campeão mundial de futebol. Infelizmente, a Seleção Brasileira ficou para trás (e como ficou!) e agora só nos resta a difícil tarefa de torcer para nossa eterna rival ou para o time que nos eliminou terrivelmente do (nosso?) campeonato. Pior ainda é pensar que, como se não bastasse o fato de termos que aturar uma festa estrangeira dentro de casa, a partir de amanhã, acaba tudo! Nada de belas partidas, vitórias incríveis, craques de todo o mundo em campo, desenvolvendo dribles e lances que, a cada minuto, iam marcando a história de mais uma Copa do Mundo. É o fim do "feriado" fora de época, do churrasquinho em casa com os amigos, do bar lotado de enfeites e torcedores unidos naquela paixão louca. Enfim, "acabou chorare"!

Quem viveu intensamente e até presenciou a tudo isso é o designer gráfico Vinícius Peixoto. Decidido a aproveitar ao máximo o clima e jogos da Copa do Mundo, ele tirou férias exatamente no período e conseguiu assistir a praticamente todas as partidas, inclusive de dentro do estádio. "Fui a três jogos, incluindo a abertura e aquela partida dramática contra o Chile. Quase enfartei, foi uma emoção indiscutível. Parecia até que estava vendo o meu Flamengo. Abaixei o rosto no último pênalti e abracei desconhecidos quando ganhamos", conta.

A partir de amanhã, além de não ter mais partidas do Mundial para acompanhar, com o trabalho, a vida volta ao normal. "Acho que o sentimento que fica é uma saudade do evento, do clima nas cidades-sede, de ter jogo a toda hora, de viajar, fazer festa, encontrar os amigos para assistir ao Brasil." Fanático por futebol, o consolo é assistir ao Brasileirão, que retorna nesta semana. O seu Flamengo já entra em campo na quarta-feira. "Estou com a esperança de ver o Mengão apresentar um bom futebol para sairmos da zona de rebaixamento. Vai ser um pouco diferente voltar para os nossos campeonatos, depois de assistir ao alto nível do futebol na Copa."

  

Patriotismo de época

O advogado e vascaíno Luiz Fellipe Lopes também acompanhou boa parte das partidas e esteve em cidades-sede para aproveitar a sensação de estarmos sediando um evento mundial. "A Copa mexe com a gente, desenvolve um sentimento de patriotismo que surge de quatro em quatro anos. Foi inesperado não ver o Brasil na final pela expectativa que se criou nesses últimos anos, ao mesmo tempo em que era esperado porque o time estava inferior tecnicamente, disperso e previsível, salvo raras exceções", explica. 

Obviamente, ele garante que também irá sentir falta de tudo isso, principalmente pelo bom futebol que foi apresentado durante todo o campeonato. "Tivemos o nível técnico mais alto que já vi, desde que comecei a acompanhar a Copa, em 1998. Agora, volto para a Série B, que é muito diferente. Mas, em compensação, acredito que aquilo que a gente sente pelo nosso time é algo mais genuíno, porque mexe mais com nossa expectativa, torcemos mais. Volta agora aquela coisa da paixão", enfatiza. Terça-feira, o Vasco retoma sua batalha para voltar à elite do futebol nacional.

  

Saudade que dura quatro anos

Quem pensa que os fanáticos por futebol sofrerão sozinhos se engana muito. Não é só o fato de torcer para o time do coração o ano inteiro que te dá o direito de amar a Copa do Mundo. O evento encanta facilmente, e não é difícil se ver envolvido pelas belas atuações, ainda mais nesta edição, no quintal de casa. A estudante Natália Azevedo, 27, ficou enfeitiçada pela TV ao longo dos últimos 32 dias. Pouco entendedora de futebol, ela passou em um vestibular na véspera da Copa e acabou ficando de "férias" durante o período. Resultado? "Assisti a praticamente todas as partidas. Utilizava até como desculpa para não sair de casa, para não fazer nada. Foi muito bom! Na Copa, todo mundo acha que entende de futebol, e eu senti um pouco isso. Escolhia sempre um time para torcer e, de tanto ver jogo, já arriscava discutir as partidas, dar uns pitacos", brinca.

Mesmo não sendo fã número um de futebol, outra que não conseguiu desgrudar os olhos da TV durante todos os jogos foi a comerciante Cláudia Tebaldi. Normalmente, a paixão pelo esporte só costuma aparecer em momentos de Mundial e, desta vez, superou as expectativas. Na locadora onde trabalha, o televisor raramente fica ligado, mas na Copa foi diferente. "Acompanhei todos os jogos, assistia em casa, no trabalho, onde eu estivesse. Eu parava o que estava fazendo para ver, fiquei muito empolgada. Acho que a Copa mexe com a gente, faz entrar no clima", comenta. 

 

 Gostinho de quero mais

Como nenhuma das duas acompanha os campeonatos nacionais, depois de tantos dias inseridas nessa realidade futebolística, elas tentam acostumar-se agora com a ideia de passar as tardes sem o entretenimento dos jogos. Segundo Natália, como as aulas na faculdade de medicina só terão início daqui a 20 dias, o jeito será arranjar outras maneiras de passar o tempo. "Comprei um livro e gosto muito de assistir filmes, acho que vai ser o jeito. Vou sentir muita saudade dos jogos. No início, tinha toda hora, e aí quando começou a ficar um ou dois dias sem ter partidas, fui ficando muito chateada, senti falta!" 

Cláudia diz que até curte os campeonatos europeus, mas sabe que nada é igual à Copa. "Já está me dando aquela sensação de 'poxa, queria mais!'. Pensar que está acabando tem me deixado depressiva, porque não vamos mais ter nada para assistir. Vai ficar aquela sensação de vazio." Além disso, ela acrescenta que, assim como qualquer brasileiro, sentirá saudades das reuniões com amigos e familiares, das festas e miniferiados durante a semana. "A sensação da Copa aqui no Brasil foi ótima! Agora, só daqui a quatro anos, demora demais. Copa tinha que ser todo mundo jogando contra todo mundo, para durar muito", brinca.

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