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08 de Março de 2014 - 06:00

Por JULIANA DUARTE

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Apelou, perdeu

O absurdo, enfim, bate à nossa porta. Depois de o Flamengo inaugurar a era dos ingressos de três dígitos e, ainda assim, lotar o Maracanã no ano passado, agora é a vez de o Cruzeiro superestimar a renda do povo mineiro e "desconvidar" o público para conhecer o Novo Mineirão. Pronta para ir a Belo Horizonte assistir ao jogo entre Cruzeiro e Tupi hoje fui surpreendida - no meio da semana - pelo irracional preço do ingresso a R$ 120 para a torcida visitante (para os celestes as entradas variam entre R$ 50 e R$ 170). O caso rubro-negro já gritava, apesar de ser uma final de campeonato nacional (a Copa do Brasil) e envolver uma enorme torcida em todo o país.

Mas fiquei surpresa e gostaria de saber a justificativa de Cruzeiro e Minas Arena (administradora do Mineirão) para cobrar um preço tão fora dos padrões em um campeonato estadual formado por duas equipes milionárias, com patrocinadores idem, elencos e torcidas enormes, e outras dez que vivem na corda bamba e sobrevivem com o pires na mão, que têm torcidas pequenas e estádios vazios.

Será esse o legado das arenas multiuso da Copa para o público e os clubes pequenos? Já não basta a torcida visitante ser recebida em Belo Horizonte a pedradas, com revistas severas, setores recheados de pontos cegos no estádio e bares fechados?

As cifras enormes do mundo do futebol, que crescem a cada ano e atingem valores estratosféricos em cotas de patrocínio, imagem, salários e marketing estão fechando os olhos e acabando com o bom senso dos gestores. Uma pena para o espetáculo que é o futebol. Só espero que a falta de público, a lei de mercado e a humildade levem a uma revisão para as próximas partidas.

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