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22 de Março de 2014 - 06:00

Por JULIANA DUARTE

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Terra do improvável

A falta de lógica e os desdobramentos fora das quatro linhas são alguns dos temperos que atiçam o gosto pelo futebol. Com um pai e dois irmãos torcedores do Fluminense em casa, sempre fui simpática ao Tricolor das Laranjeiras. Não odiei o time do meu pai nem quando assisti, no Maracanã, os cariocas eliminarem o meu São Paulo - que estava com um pé na fase seguinte da Libertadores. Também seria incapaz de guardar mágoa após uma provável eliminação do Tupi na segunda fase da Copa do Brasil.

Mas confesso que não lamentei a surpreendente derrota tricolor por 3 a 1 para o Horizonte-CE, saco de pancadas no Campeonato Cearense, na última quinta-feira. E não lastimei graças a uma frase do meu irmão mais velho, que garantiu que o Tupi já podia dar adeus à Copa do Brasil, pois não teria a menor chance diante do seu Nense.

Felizmente o futebol é a terra do improvável. No gramado, com a bola rolando, tudo pode acontecer. Pode até o Fluminense despachar os nordestinos no Maracanã, mas cantar vitória de véspera nunca foi uma boa coisa.

Não poderia deixar lamentar a já esperada saída do técnico Paulo Campos do Tupi. Mais que a perda, lamento que ele não tenha vindo no início da temporada. Lamento que a diretoria não tenha pensado, antes de trazê-lo, que o impasse financeiro faria dele comandante para um mês só. Lamento que tenham contratado o Gottardo sem apurar minimamente o perfil do treinador. Lamento que não tenhamos elenco nem técnico definidos para a Série C. Lamento que, mais uma vez, o Tupi sofra por ter que viver rifando sua marca e sem ter patrocínios à altura de sua história e potencial. Lamento que planejamento e longo prazo sejam apenas mais sonhos nesse meu sofrido coração carijó.

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