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24 de Maio de 2014 - 07:00

Por JULIANA DUARTE

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O futebol brasileiro anda nivelado por baixo. Tenho assistido a partidas das séries A, B e C do Campeonato Brasileiro e não vejo uma disparidade tão grande no nível técnico dos jogos e jogadores. Poucos são aqueles que se destacam e raros os treinadores que conseguem mexer em seus times e driblar os adversários durante as partidas.

Óbvio que a maior diferença entre as divisões é o investimento em estrutura e folha salarial, mas, até aí, são ossos do ofício. Algumas particularidades, entretanto, gritam negativamente na Terceirona nacional. Além de enfrentar longas distâncias, os clubes têm que jogar em vários gramados de má qualidade e de dimensões muito variáveis, sem tempo de adaptação.

Mas nenhum desses percalços passa perto do maior obstáculo que os times têm passado na Série C ao longo dos anos: a arbitragem. Me assusta o preparo físico ruim dos juízes, o mal posicionamento em campo, a falta de coerência para julgar lances parecidos e, em várias partidas, a interpretação equivocada que leva à alteração do resultado final.

Reconheço que vivemos no passado uma época de árbitros qualificados, mas mal intencionados. Atualmente, ao contrário, há mais comprometimento, mas talvez falte fiscalização, treinamento e padronização das ações.

Já passou da hora de os dirigentes voltarem suas atenções para a profissionalização e especialização dos árbitros. Certamente será melhor para os homens e mulheres do apito, para os jogadores, para as torcidas, para o futebol.

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