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12 de Abril de 2014 - 06:00

Por JULIANA DUARTE

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Na mesma semana em que o atacante Fred foi cercado e hostilizado pela torcida do Fluminense e divulgou notas de repúdio à ação das torcidas organizadas, o site globoesporte.com publicou uma matéria dissecando os gastos do clube com suas várias facções. Entre 2011 e 2014, segundo os balancetes divulgados pelo site, o Tricolor desembolsou R$ 3,8 milhões com as organizadas, incluindo gastos com ajuda de custo, viagens e ingressos para jogos.

Consta na lista de beneficiados, inclusive, uma torcida que estava banida dos estádios por decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) por ter atirado pedras em torcedores rivais no Maracanã.

O financiamento aos vários grupos de torcedores não é exclusividade do Fluminense - ao contrário -, é quase regra no futebol brasileiro. É por essas e outras que volto a defender a punição dos clubes em caso de brigas de torcidas dentro e fora dos estádio. É óbvio que agressões e atos de vandalismos têm que ser punidos de acordo com o Código Penal brasileiro, mas não podemos fechar os olhos para a conivência da maioria dos clubes com quadrilhas que ocupam nossos estádios e ruas e se dizem torcedores.

Crimes comuns como os que vêm acontecendo, seja de agressão física ou mesmo os atos de racismo e injúria, não podem passar despercebidos ou ser punidos apenas com multas. Os castigos devem ser exemplares pra que a reincidência e mesmo a incidência sejam banidas. Pelo bem dos verdadeiros torcedores, pelo bem do futebol.

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