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30 de Março de 2014 - 06:00

Elite e categorias etárias de downhill foram o destaque do dia na pista do Parque de Exposições Senador Bias Fortes

Por Tribuna

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Roberta Stopa estará na pista esta tardeMARIA ELIZA DUARTE/CBC DIVULGAÇÃO
Roberta Stopa estará na pista esta tardeMARIA ELIZA DUARTE/CBC DIVULGAÇÃO

O colombiano Marcelo Gutierrez foi o grande campeão na elite masculina do downhill do Pan-Americano de Mountain Bike 2014, disputado no Parque de Exposições Senador Bias Fortes em Barbacena. Mas os brasileiros marcaram presença em peso nos pódios deste sábado. Gutierrez desceu a pista em 1m53s304. Logo depois os brasileiros tomaram frente: Lucas Bertol conquistou a medalha de prata com 1m56s112, em seguida chegou Markolf Berchtold com 1m56s174. A atleta de El Salvador Mariana Salazar ficou em primeiro lugar na disputa feminina com 2m24s4, seguida por Diana Marggraff, do Equador, com 2m25s502s, e pela brasileira Bruna Ulrich com 2m25s752.

Os também brasileiros Silvio César Felix Júnior e Pedro Lucas Ferreira conquistaram o primeiro e segundo lugar, respectivamente, no DH junior com 2m04s224 e 2m04s723. No juvenil mais um brasileiro no topo: Jaison Tressoldi Gamba fez 2m13s646. Na categoria master A, mais atletas verde e amarelo: Leonardo Miranda Matiolli com 2m5s971, Leandro Canal com 2m8s904, e Fernando Baccarelli com 2m10s714. No master A2, João Roberto Moraes Junior (2m9s153), Guilherme Fernandes Bisarria (2m9s527) e Alex Candido de Oliveira (2m17s078).

A categoria master B1 teve como campeão Marcos Antonio Lira (2m13s147).

Na master B2, o Mexicano Humberto Hilário (2min22s133) ficou com o pódio, com os brasileiros Luiz Fernando Meneguci (2m25s939), e Caetano Marc (2m28s622) chegando em seguida.

A master C teve domínio brazuca com Júlio Cesar Rosado (2m42s538), Henrique Antonio (2m58s574) e Odair Guaraci (3m55s47) formando o pódio.

Na competição de Cross Country Olímpico (XCO), categoria masculino júnior o melhor foi o mexicano José Geraldo Ulloa, que fechou as quatro voltas do percurso em 1h01m47s068. A prata e o bronze ficaram com colombianos Brandon Smith (1h01m47s133) e Egan Bernal (1h1m47s138).

No feminino, a também colombiana Leidy Mera liderou, fechando as três voltas do percurso em 1h00m55s97. O segundo lugar ficou com a chinela Gigliona Monichi Orelliana (1h02m05s860), seguida pela brasileira Jaqueline Leal (1h02m24s093).


Roberta e Daniel disputam elite

Dois juiz-foranos estarão na disputa da principal prova do cross country no Pan-Americano de Mountain Bike representando o Brasil. Ao lado de feras de países como Estados Unidos, Colômbia, Argentina, Canadá e México, entre outros, a juiz-forana Roberta Stopa (Damatta/Dabomb/X-Fusion) é uma das brasileiras que disputará a elite feminina, hoje, largando para a disputa às 13h. Entre os homens, o ciclista de Juiz de Fora Daniel Grossi (Guma/Groove/Mr.Tugas/Inspire) também estará defendendo as cores brasileiras. Ele alinha para a largada às 15h15, na corrida que encerra o fim de semana de ciclismo em Barbacena.

A juiz-forana já ganhou medalha nesse Pan de Mountain Bike. Compondo a equipe brasileira que competiu no revezamento ao lado de Luiz Henrique Cocuzzi (sub-23), Erick Bruske (junior) e Ricardo Pscheidt (elite masculina), Roberta colocou o bronze no peito na última quinta-feira. A prova, na qual cada integrante deu uma volta no circuito de cerca de 5km montado no entorno do Parque de Exposições Senador Bias Fortes, foi vencida pelos colombianos, seguidos dos argentinos.

A conquista não saciou a local, que vai correr hoje com dois objetivos em mente. "Vou dar tudo de mim para brilhar mesmo no domingo. Estou bem e vou atrás de uma medalha. Pretendo brigar forte por um dos três lugares no pódio. Se isso não for possível, tenho que chegar o mais à frente que puder para somar os pontos para o Brasil no ranking internacional pensando no objetivo do país de conseguir o maior número de vagas nas Olimpíadas de 2016", projeta a biker juiz-forana.

Roberta sabe bem de onde podem surgir os principais perigos para sua estratégia de prova, tanto com relação às adversárias como à pista. "Nessa primeira experiência de quinta-feira deu para sentir que vai ser doída a prova de domingo. É um percurso muito técnico, com uma subida longa no início e várias subidas e descidas com retomadas de velocidade a toda hora. Está seco, mas se chover não acredito que dê lama, embora o terreno deva ficar escorregadio, o que pode atrapalhar bastante a gente. Sobre as oponentes, além das brasileiras que estamos acostumadas a enfrentar, as americanas, canadenses, colombianas e argentinas estão muito bem também, mas vamos para cima brigar", garante.


Expectativa de arrancar na temporada

No masculino, Daniel Grossi vai tentar se juntar ao pelotão da frente da elite. O local teve um início de temporada complicado por um problema de saúde, mas está confiante em cumprir o objetivo que ele mesmo considera audacioso. "Comecei a temporada treinando bem, mas acabei tendo uma inflamação na garganta que me prejudicou nas primeiras provas do ano, inclusive no último fim de semana (no qual terminou em 12º lugar a primeira etapa da Copa Internacional de Mountain Bike, em Araxá). Mas melhorei e estou mais confiante para o Pan. Meu objetivo é ousado, quero andar e chegar entre os dez primeiros em Barbacena. Vou tentar de tudo para isso", deseja.

Grossi acredita que a pista do Parque de Exposições Senador Bias Fortes favorecerá seu estilo de pedalar e quer subir no conceito de quem comanda o mountain bike nacional. "O percurso do Pan me favorece, com uma subida longa e várias outras no meio do caminho. Para mim, quanto mais subida, melhor. Me sinto mais à vontade assim. Quero trazer um bom resultado e aparecer mais para o pessoa da Seleção Brasileira, ganhando mais atenção e evoluindo, chegando mais perto dos atletas que hoje estão em um nível mais acima", pretende.

Daniel não acredita que os estrangeiros irão sentir o fato de estarem no Brasil e nem que os brasileiros terão vantagem por estarem em casa neste domingo. Mas, o juiz-forano destaca que a presença da torcida pode ajudar. "No nível físico e técnico, os países estão bem equilibrados. Canadenses e americanos são sempre muito fortes, mas o Henrique (Avancini) vem muito bem e tem grandes chances de vencer também. O fato de estarmos em casa não deve fazer tanta diferença. Talvez façam diferença os fatores externos, pois é sempre bom correr com a presença de familiares e amigos na torcida."

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