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05 de Janeiro de 2014 - 07:00

Campeão da Copa da Uefa de Futsal por clube do Cazaquistão, juiz-forano troca de país e mira seleção: daqui ou de lá

Por PEDRO BRASIL

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De passagem por JF, Leo exibe coleção de medalhas
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Quase todo jovem jogador possui o sonho de atuar na Europa, conquistar a Champions League, ir para a Seleção e comprar uma boa casa para a família. Apesar da distância dos valores pagos entre o futebol de campo e o de quadra, o juiz-forano Leo Santana, atleta profissional de futsal, já conseguiu cumprir parte desse roteiro. "Comprei uma casa para a minha mãe. Sinceramente, só isso já me dá muito orgulho. Se eu tivesse que parar, já estaria satisfeito", afirmou o ex-ala do Almata Futsal Clube Kairat, do Cazaquistão, clube pelo qual conquistou a última edição da Copa da Uefa de Futsal. Recentemente, Santana fechou contrato com o Sibiryak, da Rússia. Agora, só falta a Seleção.

O ala esteve em Juiz de Fora para matar a saudade da família, dos amigos e da namorada, entre os últimos dias 19 de dezembro e 3 de janeiro. Na última quinta, disse que, em quadra, o ano de 2013 foi inesquecível. Não é para menos. Santana foi campeão da Uefa Futsal Cup, a "Champions League da quadra", após vencer o Barcelona por 5 a 4 na semifinal e o Dínamo de Moscou por 4 a 3 na decisão, jogo em que conseguiu marcar um gol. "Foi o momento mais importante da minha carreira."

Vivendo sua melhor fase, Leo Santana não esquece as origens jogando bola nas ruas do Nossa Senhora das Graças. "Comecei em um time do bairro e fui convidado para ir para o Sport. Fiquei sete anos lá e percebi que poderia ser jogador. Passei pelo São Bernardo e fui para a AABB, com o técnico Ivan Gal. Era uma equipe muito forte. Disputamos vários campeonatos, inclusive o Mineiro, em Uberlândia. Após me destacar contra o Praia Clube, time da casa, eles me fizeram uma proposta de três meses de contrato. Me firmei e fechei por um ano. Disputei a Liga Nacional e , em junho de 2010, fui para o Cazaquistão", resume o atleta.

 

Adaptação

Após três anos vivendo a cultura cazaque, o juiz-forano garante não ter entrado "numa fria" aceitando a proposta do Sibiryak. "Tenho uma vida útil pequena como jogador. Meu objetivo sempre é ampliar meu mercado. Conseguimos fechar um acordo longo com o clube russo, o que me dá uma estabilidade. Hoje, na minha opinião, a Rússia tem o segundo melhor futsal do mundo, somente atrás do Brasil, o que também é fantástico."

Sobre a adaptação ao futsal russo, ele garante que não terá problemas. Nem mesmo com o frio. "Todos os clubes russos têm muitos brasileiros, o que ajuda no entrosamento fora de campo. Além disso, viajando pelo Kairat já peguei até 35 graus abaixo de zero. Não atrapalha na hora do jogo, pois os ginásios são todos aquecidos. O problema é quando sai do ginásio."

 

Seleção

Sobre o sonho de jogar na Seleção Brasileira, Leo é realista. Garante não viver a ansiedade de ser convocado, mas não descarta a possibilidade. Seja pela Seleção canarinho ou pela europeia. "Eu quero fazer o melhor pelo meu clube. Consegui ser campeão da Europa e, pensando no meu futuro, aceitei o convite dos russos. Lá só são permitidos três brasileiros por jogo e, por isso, as naturalizações são comuns. Na seleção russa, por exemplo, cinco atletas são brasileiros. Não descarto essa possibilidade de naturalização."

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