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12 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por WENDELL GUIDUCCI

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Na orelha da bola

O problema é a zona que governa o circo todo. Se a Portuguesa escalou jogador irregular e há uma punição para esse tipo de evento prevista no regulamento, não terá conversa. Vai ali na letra fria da lei, arranca os pontos da pobre da Lusa, resgata o largo do Fluminense das profundezas e toca o barco. Para o Flamengo vale o mesmo.

Em 2010 aconteceu isso com o Grêmio Barueri, perdeu 3 pontos por escalação irregular de jogador, mas o time era pequeno, já estava rebaixado desde a metade do campeonato e o resultado não afetou ninguém. Não fedeu. No caso de hoje, não: há um beneficiado (um beneficiado recorrente). O Fluminense vai ser salvo por uma patacoada que não tem nada a ver com bola. Vai ser salvo pela trapalhada de um ou alguns doutores de gravata que bateram cabeça sobre a suspensão de Héverton, da Lusa, por um ou dois jogos. Comunicação via telefone? Documento entregue só na segunda-feira, com jogo marcado pra domingo? Qual é?!

Esses caras avacalharam irremediável e imperdoavelmente o Campeonato Brasileiro, jogando no inferno a Portuguesa, que manteve-se em campo a duras penas, mas com justiça, e resgatar o Fluminense, que conseguiu a proeza, com o elenco e o dinheiro que o patrocinador tem, de ser rebaixado, com igual justiça.

E para esses senhores, haverá punição?

O destino de Portuguesa e Fluminense, acredito, já está traçado. A Lusa cai, o Tricolor sobe.

Essa é a lei.

E a lei nem sempre faz justiça.

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