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25 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por Eduardo Valente

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Atleta esteve em JF no último fim de semana
Atleta esteve em JF no último fim de semana

O tenista Marcelo Melo, um dos atletas brasileiros mais bem sucedidos da atualidade, destaque mundial em torneios de duplas, esteve em Juiz de Fora no último fim de semana participando de uma oficina voltada para os amantes do esporte. Na oportunidade, ele compartilhou sua experiência e ministrou aulas de aperfeiçoamento, em clínicas cujas inscrições variavam de R$ 300 a R$ 1.440. O evento, promovido pelo organizador do torneio Batata Bowl, Daniel Alves, ocorreu no sábado (21), nas quadras do PQ Tênis Center. No local, a Tribuna conversou com exclusividade sobre sua carreira e os planos para o futuro.

Natural de Belo Horizonte, Melo comemora o ano de 2013 como um dos principais de sua trajetória. Aos 30 anos, ele entrou pela primeira vez no top 10 mundial de duplas, alcançando a sexta posição do ranking. Ao lado do croata Ivan Dodig, chegou à final de Wimbledon e às semifinais do US Open e do Masters 1000 de Paris. Com o espanhol Tommy Robredo, o brasileiro venceu o ATP 250 de Brisbane, seu 11º título neste torneio. Novamente com Dodig, conquistou pela primeira vez um título de Masters 1000, em Xangai, no mês de outubro, e conseguiu vaga para o ATP World Tour Finais, em novembro, chegando até a semifinal.

A seguir, Melo fala sobre sua evolução até o melhor ano da carreira, as perspectivas do tênis no Brasil e o que é preciso para perseguir uma trilha de sucesso no esporte.

 

Tribuna - Como você avalia o ano de 2013 e o que esperar de 2014?

Marcelo Melo - Foi um ano fantástico. Consegui resultados que foram inéditos. Fui para a final de um Grand Slam, depois campeão da Master Series. Foi excelente. Em 2014, espero iniciar uma temporada mais sólida. Este ano começamos não tão sólidos como deveríamos, mas, da maneira que estamos jogando, certamente o início será melhor.

 

- Você direcionou sua carreira para o jogo de duplas. Foi uma decisão estratégica ou algo que aconteceu naturalmente?

- Foi acontecendo naturalmente. Eu jogava simples e dupla ao mesmo tempo, mas em dupla comecei a ganhar mais jogos, a disputar torneios importantes. Chegou uma hora que eu precisei decidir por uma modalidade e, como sempre gostei de dupla, optei por este jogo.

 

- Quando você se tornou profissional, aos 15 anos, Guga estava no auge da carreira. Ele é uma referência?

- Pode ser considerado uma referência sim. Ele foi um jogador extremamente disciplinado, e a maneira como enfrentou o tênis é a correta dos atletas enfrentarem. Guga tinha carisma com os torcedores e representou bem o Brasil em todo o planeta. Os novos atletas devem tê-lo como referência.

 

- Para os jovens, o trabalho de base feito no Brasil é suficiente?

- O trabalho de base é muito importante. É quando você vai aprender a fazer os golpes de uma maneira mais fácil para evoluir depois, porque o tênis é um jogo dinâmico e muda com o tempo. No Brasil, temos várias boas escolas de base. No Minas Tênis Clube mesmo, onde aprendi, existe uma excelente formação de base. Também há bons locais em São Paulo e Santa Catarina.

 

- O tênis ainda é visto como um esporte voltado para pessoas com melhor poder aquisitivo. Falta incentivo da iniciativa pública?

- Hoje o Governo ajuda e apoia com vários tipos de bolsas, desde as mais simples até as mais complexas. Desta maneira, acabam ajudando o atleta a desenvolver seu jogo, seja contratando treinador ou até custeando suas viagens no Brasil e no exterior. Atualmente a situação é muito melhor que anos atrás, porque há iniciativas de apoio não só para os profissionais como também para a base.

 

- Qual a importância de participar de oficinas como essa promovida em Juiz de Fora?

- É uma oportunidade muito boa para os amantes do esporte terem contato com atletas que estão no circuito profissional. É muito bom poder passar nossas experiências, mostrando como jogar de maneira mais tranquila. Situações como essa, só quem está no circuito vivencia.

 

- Quais as dicas para os tenistas que se espelham em sua carreira?

- Acho que precisa ter muita paciência, estar mais preocupado com a evolução do que com os resultados em si. Outro aspecto importante é o divertimento: precisa gostar do esporte, e não entrar na quadra para sofrer. O tênis precisa estar na veia e no sangue. Desfrute dele e dê risadas porque, ao longo do tempo, isso será importante para motivá-lo nos treinamentos que te colocarão no circuito. Por fim, tenha disciplina.

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