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01 de Março de 2014 - 06:00

Paulo Campos estreia no comando do Tupi contra o Tombense, em Tombos, e quer time confiante

Por Wallace Mattos

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Recém-chegado a Santa Terezinha, Paulo Campos comandou apenas dois treinos
Recém-chegado a Santa Terezinha, Paulo Campos comandou apenas dois treinos

Tupi e Tombense entram em campo neste sábado (1º) para seu segundo confronto na história da elite do futebol de Minas Gerais, em disputa direta por uma vaga no grupo dos quatro clubes que se classificam para as semifinais do Campeonato Mineiro. O confronto no Almeidão, às 16h, em Tombos, pela oitava rodada do Estadual, já teria contornos de clássico pelo fato de as duas equipes serem da Zona da Mata, e o Carijó ter batido o adversário desta tarde por 1 a 0 em sua casa no primeiro embate entre ambos no Módulo I, em 2013. E a partida ganhou um ingrediente a mais para apimentar os 90 minutos por conta da posição de ambos na classificação.

Apresentado na última quarta-feira, o novo técnico do Carijó, Paulo Campos, apesar de recém-chegado a Santa Terezinha - comandou apenas dois treinos -, sabe da importância do embate deste sábado e quer que seu time não se intimide em Tombos. "Claro que no aspecto técnico não posso falar muito o que quero do Tupi, estou chegando agora. Mas o que não pode faltar nesse confronto é espírito de decisão. Os atletas têm que incorporar esse jogo como uma final. Pode representar uma permanência - e boa - entre os quatro primeiros do campeonato. Os jogadores têm que estar bem postados ofensiva e defensivamente, o time tem que ser vibrante, sem se abalar de estar jogando fora de casa. Gostaria muito de ver o Tupi forte, principalmente no sentido de jogar bola, com posse ofensiva, jogando para dentro e não deixando o adversário à vontade", deseja o comandante.

Apesar de querer a vitória em sua estreia, Campos admite que vai usar o jogo deste sábado para fazer análises. "Vou observar muito mais do que propriamente dirigir. Já tenho uma noção com esse contato direto nos dois treinos. Como estou vendo vídeos também, sei o que foi feito nas sete partidas anteriores. Tenho uma ideia da característica de cada jogador, vejo pontos que têm que ser mantidos e correções a fazer. Quando você chega, espera que a equipe tenha um comportamento e pode ser que não aconteça isso. Foram dois treinamento que pude participar, assistir e ver a dedicação. O grupo quer e não está em quarto lugar por sorte, e sim por competência. Não podemos ter dificuldade em buscar resultado, mesmo que seja fora de casa. Temos que ter firmeza, bravura e confiança", pede o treinador.

 

Sintonia

Em sua chegada, Paulo Campos destacou a importância de estar próximo à comissão técnica permanente do Carijó para poder executar seu trabalho. Durante os treinos que comandou, o técnico recém-contratado conversou bastante com todos os integrantes de sua equipe, especialmente com o auxiliar, Lúdyo Santos, que dirigiu interinamente o time nos dois últimos jogos. E, pelo menos para os atletas, a sintonia entre os dois foi perfeita, como atesta o atacante Da Silva. "Os dois se encaixaram muito bem, e a gente só tem a crescer com isso. O Paulo tem muita experiência e vem dando os toques que ele acha necessário, aperfeiçoando o que o Lúdyo vinha fazendo", explica o camisa 9.

Nos últimos trabalhos antes da partida, a busca foi por corrigir as falhas cometidas nos confrontos fora de Juiz de Fora até aqui para buscar a primeira vitória longe de casa. "Acabamos não marcando, pressionando o outro time de maneira satisfatória nas outras vezes que saímos para atuar. Agora, durante a semana, aperfeiçoamos isso para buscar essa vitória fora de casa, que pode nos dar tranquilidade e é fundamental na luta pela classificação. Vamos com tudo para voltar de Tombos com os 3 pontos", garante Da Silva, que gosta do clima criado para o embate. "Criou-se esse clima de rivalidade, de clássico, e é melhor ainda. Vamos entrar em campo para buscar anular qualquer possibilidade de o adversário vencer e ganhar mais uma vez lá em Tombos, a exemplo do ano passado", completa.

 

Adê de volta

Para a partida deste sábado, o técnico Paulo Campos não poderá contar com o volante Felipe Lima, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Para substituí-lo, o volante Genalvo será recuado para fazer a proteção à zaga carijó. O meia Sidnei, recuperado de uma lesão na coxa direita, volta à equipe para dividir com Fábio Tenório a função de armar o meio de campo. Na defesa, depois de ficar de fora do jogo com o Nacional, Helder retorna na vaga de Rafael Vitor. Mas a novidade que mais interessa ao torcedor estará no banco de reservas.

Depois de ficar afastado por quase três semanas, o ídolo carijó Ademilson, recuperado de uma inflamação no tendão de Aquiles do pé direito, estará à disposição do técnico Paulo Campos. O artilheiro da última temporada não pôde entrar em campo nos últimos jogos, mas isso não quer dizer que não ajudou. Ele ficou no banco, ao lado de Lúdyo Santos, auxiliando o técnico interino, e embora tenha gostado de seu papel nos confrontos com o Villa Nova e o Nacional em Juiz de Fora, o jogador quer mesmo é atuar. "Fico feliz de voltar. Vou poder ajudar agora da maneira que gosto, que é jogando. Passei uma experiência de auxiliar-técnico, não vou te dizer que foi ruim, foi legal. Pude contribuir de uma forma diferente, mas gosto mesmo é de estar dentro das quatro linhas, ajudando com minhas atuações", deseja.

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