Publicidade

09 de Março de 2014 - 06:00

Rebelião contra quadrangular da CBV deve manter UFJF na competição

Por WALLACE MATTOS

Compartilhar
 
Maurício Bara quer agilidade da CBV na decisão
Maurício Bara quer agilidade da CBV na decisão

Engana-se quem pensa que a temporada 2013/2014 da Superliga Masculina de Vôlei terminou no dia 26 de fevereiro para a equipe da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), quando o ponteiro Japa colocou no chão a última bola da vitória por 3 sets a 1 sobre o Brasil Kirin, de Campinas. A competição continuou em uma reunião, no Rio de Janeiro, na última semana, e promete ser emocionante nos próximos meses ainda, mas nos bastidores. A busca agora é garantir presença na edição 2014/2015 do torneio, já que o locais terminaram em nono lugar na classificação da primeira fase este ano, e apenas os oito primeiros têm vaga garantida na próxima edição.

No encontro da última quinta-feira, na sede da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), a UFJF, ao lado do Funvic/Taubaté, fincou o pé contra o torneio que a entidade queria promover para definir dois times que permaneceriam e dois que cairiam para a Superliga B. Segundo o diretor técnico da Federal, Maurício Bara, representante do time na reunião, a equipe manteve sua posição de sempre com relação aos jogos extras. "Marcamos uma posição. E o mais importante é que isso já havia sido feito antes, quando estávamos em último lugar. Em dezembro, falei que era injusto com quem ficasse, por exemplo, em nono, a 1 ponto do oitavo, e a situação acabou acontecendo conosco. Não podem 22 jogos valer menos do que três, o que aconteceria se fosse realizado o quadrangular", conta.

Com a negativa da UFJF e do Funvic em disputar o quadrangular eliminatório, os dirigentes do vôlei nacional voltaram atrás e decidiram adotar os mesmos requisitos da formação da Superliga 2013/2014 para a de 2014/2015. Assim, além dos oito classificados para os playoffs, a competição terá mais quatro convidados pela CBV que têm de corresponder a critérios técnicos e econômicos. Desta maneira, não há a certeza de que a Federal estará em quadra na elite do vôlei nacional na próxima temporada. "Hoje não estamos garantidos. Mas, em nossa avaliação, somos os primeiros, fora os oito que se classificaram, nos critérios técnicos. Como não deixamos de cumprir nenhum compromisso econômico, também estamos tranquilos quanto a isso. Nossa posição é de otimismo quanto a disputar a próxima Superliga, mas precisamos da posição da CBV. Hoje trabalhamos como se fôssemos jogar, mas com um pé atrás", explica Bara.

 

Planejamento adiado

Sem a certeza de que irá disputar a próxima Superliga, a UFJF fica com o planejamento prejudicado. A intenção é começar nos próximos dias e terminar até o fim de março as avaliações da temporada passada e do elenco. Mas esse processo pode ser atrasado por uma demora da CBV em carimbar a vaga da Federal na competição. "O Chiquita virá à cidade para fazermos as avaliações individuais, saber quem queremos que permaneça e de quem vamos atrás. Mas não posso me comprometer com nenhum atleta sem ter a certeza de que vamos estar na Superliga. Seria ideal receber essa sinalização até meados de abril ou início de maio. Do contrário, o mercado vai girar e ficaremos no prejuízo", prevê Bara.

Segundo o diretor-técnico, entre pontos positivos e negativos, a temporada para a UFJF foi proveitosa. "Foi dura como um todo, mas chegamos nas semifinais do Mineiro - e aí para romper essa barreira é difícil, porque temos dois gingantes do vôlei nacional em nosso estado, Minas e Sada/Cruzeiro. Na Superliga, o objetivo era claro, quase foi alcançado, mas o desenvolvimento para isso foi tardio. Mas apesar de não termos concretizado a meta, o que a luta para chegar a ela gerou foi positivo. Passamos de 16 para 25 pontos, e de quatro para oito vitórias. O sabor só ficou um pouco amargo porque demoramos a engrenar. Mas o sentimento é que demos mais um passo no sentido de consolidação no cenário nacional, vencendo equipes mais fortes, como Minas, Campinas e Canoas. A impressão geral é de que estamos no caminho certo, dentro de nossas possibilidades."

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você está evitando contrair dívidas maiores em função da situação econômica do país?