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10 de Janeiro de 2013 - 07:00

Por WEDELL GUIDUCCI

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Academia, quando você não usa fones de ouvido, escuta o que quer e, na maioria das vezes, o que não quer. Segunda-feira, dois camaradas, entre um supino reto e uma remada unilateral com halteres, resenhavam sobre o Vasco da Gama. Um lamentava profundamente o fato de o Gigante da Colina ter perdido a oportunidade de contratar Wellington Paulista, que trocou o Cruzeiro pelo West Ham, da Inglaterra. E eu, que entro mudo e saio calado, pensei com minhas luvas: "a que ponto chegamos"...

O cidadão lamentar que seu time perdeu a chance de contratar o Wellington Paulista... isso sim, é algo para se lamentar. A realidade do Vasco é terrível: contratou apenas jogadores encostados em outros clubes ou considerados moedas de troca. Porém, o panorama não é muito diferente dos outros times do país não. A rigor mesmo, só o Santos, que contratou Montillo - fez o melhor negócio da temporada -, o Corinthians, que acertou com Renato Augusto e Alexandre Pato, e o Cruzeiro, que contratou Dagoberto às pressas para acalmar os ânimos dos órfãos de Montillo, é que protagonizaram negócios relevantes.

O Flamengo, dá dó. Não acerta com ninguém e considera contratação de impacto a possível vinda do volante Elias, ex-Corinthians, hoje no Sporting de Portugal. Comemorar contratação de volante, seja ele quem for, é que nem pular de alegria quando encontra 50 centavos no bolso da bermuda. Pobreza demais. Como bem lembrou o colega Pedro Brasil, a situação faz ecoar a frase de impacto de Márcio Braga (mestre nesta arte quase esquecida no futebol), repetida à exaustão pelos meios de comunicação em janeiro de 2009: "acabou o dinheiro!".

O Botafogo está arriscando, contratando revelações, jogadores jovens e com potencial... mas só o tempo dirá se a estratégia dará certo. O Fluminense não contratou ninguém de vulto, botando fé no time que foi campeão brasileiro com folga. Se Diego Cavalieri mantiver o desempenho absurdo de 2012 em 2013, não terá problemas. O Atlético vai na mesma linha, bota fé em contratações pontuais.

E o Tupi... bem, o Tupi renovou e rejuvenesceu o grupo. Isso era essencial. Seria melhor com alguns medalhões, não apenas rodados, mas com algum talento com a bola no pé também, mas se esse time que ontem perdeu para o Duque de Caxias, sem treinar e sem que os jogadores soubessem sequer o nome do colega do lado, é "o melhor que tá tendo", vamos dar a ele um voto de confiança. Até porque não nos resta outra opção.

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