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31 de Janeiro de 2013 - 07:00

Por WEDELL GUIDUCCI

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Sangue novo e ambição bruta

O Tupi estreia sábado no Campeonato Mineiro e, na verdade verdadeira mesmo, ninguém sabe muito ao certo o que esperar disso. Vindo de uma série de boas campanhas no Estadual nos últimos anos, é certo que o Carijó já inspira algum respeito em seus rivais, mesmo nos dois grandes da capital, contra quem tem feito partidas equilibradas. A centenária camisa alvinegra já não é incógnita. Mas não se pode falar o mesmo do recheio do manto.

Boa parte do elenco do Tupi que inicia a temporada é formado por ilustres desconhecidos. Isso não significa que possamos dizer de antemão que o time é ruim, significa que não podemos dizer se é bom, ruim ou mediano. Assim, tudo que vier de bom é lucro. Claro, entendemos que o time tem seus esteios, jogadores que conhecem o clube, a torcida e, principalmente, o Campeonato Mineiro. Sobre os demais, só sabemos o que disseram sobre si mesmos em suas apresentações.

O Carijó começa o campeonato com uma média de idade de 23 anos. A inexperiência pode pesar? Pode. Mas a perna, de jeito nenhum. Acredito que, se existir algum talento nesta garotada de 19, 20, 21 anos (metade do elenco está nessa faixa etária), e se houver comprometimento neste renovado e rejuvenescido grupo de atletas, o Tupi pode nos brindar com uma agradável surpresa.

Quando digo comprometimento, não me refiro a um pacto de honra com a cidade, com a camisa, com a torcida, porque não acredito em mais nada disso desde que deixei de acreditar em Papai Noel (vocês sabem, a gente morre duas vezes: uma quando deixa de respirar, a outra quando deixa de ser criança). Me refiro ao ato de assumir um compromisso consigo mesmo, com sua carreira, com sua própria história.

Essa rapaziada tem a oportunidade de disputar pelo Tupi o terceiro mais importante campeonato regional do Brasil. Eu diria que centenas... não, milhares de garotos pelos campos de terra batida espalhados por este país interminável dariam um dedo ou dois por tal chance. Se entenderem isso, esses moços serão capazes de, como ensinou Rudyard Kipling, "forçar coração, nervos, músculos, tudo, a dar seja o que for que neles ainda existe", e erguer junto em seus esforços pessoais um Carijó arrasado que precisa justamente do que eles têm para oferecer: sangue novo e ambição bruta.

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