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28 de Fevereiro de 2013 - 19:06

Por WENDELL GUIDUCCI

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UMAS E OUTRAS

A melhor coisa que eu vi na televisão ontem foi o patrocínio na camisa do Barcelona de Guayaquil, que perdeu de 2 a 1 para o Boca Juniors pela Libertadores: Banco Pichincha. Aqui em Juiz de Fora ia fazer um sucesso danado.

A pior foi o egoísmo dos quatro torcedores que insistiram em entrar no Pacaembu, munidos de liminar concedida por uma Justiça cujo bom senso merece ser questionado, para ver o jogo do Corinthians com o Millonarios.

A melhor coisa que eu vi na televisão anteontem foi a atuação de Bernard contra o Arsenal de Sarandí - que, é bem verdade, poderia ser substituído por um catado de Sarandira, não faria muita diferença. A bola que o garoto vem jogando desde o ano passado é de encher os olhos, e não só da torcida do Atlético-MG. Felipão está monitorando e não me surpreenderia se o menino aparecesse na lista para jogo contra a Itália no fim do mês.

A pior coisa foi o carrinho criminoso do tal Diego Braghieri no Ronaldinho Gaúcho ao fim do jogo. R10 tem perna de aço e sangue de cobra, porque sobreviveu ileso e teve a serenidade budista de não revidar. O carniceiro merecia uma punição como a que foi imposta à torcida do Corinthians: ficar fora do estádio até o fim da Libertadores.

E o Aldo Rebelo querendo dar uma mãozinha aos zoneados clubes brasileiros, pedindo isenção fiscal para todos eles? Rebelo quer que as agremiações deixem de recolher Imposto de Renda (IR), Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), PIS e Cofins. Ora, eu também quero, seu ministro! Segundo reportagem da Agência Estado, o pedido foi feito à Advocacia Geral da União (AGU) por Rebelo em setembro, depois de seu gabinete "receber cópias de autuações aplicadas pela Receita Federal ao Corinthians e ao Coritiba". Felizmente, antes de se pronunciar sobre o assunto, a AGU pediu um parecer à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que se manifestou contrária ao pedido do Ministério do Esporte. Para a PGFN, os clubes têm de cumprir obrigações com o fisco como qualquer empresa. No texto, a Procuradoria afirma que "há uma realidade econômica inegável nas atividades de desporto profissional que não permite que o confundamos com atividade associativa".

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