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09 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por WENDELL GUIDUCCI

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Esculhambou de vez

Foi preciso a encrenca envolvendo Portuguesa, Fluminense e Flamengo para ficar escancarado que o funcionamento do sistema de Justiça Desportiva do país é falho e ridiculamente amador. Durante todo o processo, que culminou com o rebaixamento da Lusa e a salvação do Tricolor, não se tocou seriamente no assunto. Agora, o Ministério Público de São Paulo, atrasado como as obras dos nosso estádios, mete o dedo na ferida.

Acredito que ninguém se assustará se a CBF bater a mão no peito e, "em nome da ordem", "pelo bem do futebol brasileiro", segurar Portuguesa, Fluminense, Flamengo, Vasco, Náutico e Ponte Preta na Série A de 2014, incluindo ainda os quatro que subiram da Série B, no aventado campeonato com 24 clubes, dando a solução mais simplória e ditatorial para a encrenca em que se meteu. Seria até emblemático no ano de Copa do Mundo no Brasil, a prova dos nove para o mundo inteiro que futebol aqui, como educação, saúde, transporte etc, é sinônimo de esculhambação. Difícil seria traduzir "esculhambação" para tantos idiomas.

O país do futebol, que vai ter o jogo inaugural do Mundial em um estádio com arquibancada-puxadinho, que não viu nem verá o prometido legado da Copa nos setores de transporte, comunicação e segurança, teve um final de ano grotesco, com direito a barbárie em Joinville e tapetão no Rio de Janeiro. E começa 2014 com uma discussão de jurisprudência com impacto direto dentro do campo: quem terá o cassetete maior, o Estatuto do Torcedor ou o Código Brasileiro de Justiça Desportiva?

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