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06 de Março de 2014 - 06:00

Por WENDELL GUIDUCCI

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'Somos o que dá pra fazer'

Neymar esmerilou ontem. Marcou três gols e, se não tivesse sido fominha, teria feito mais. Mal suou, o danado. Então, com relação ao ataque brasileiro para a Copa do Mundo, estou tranquilo. Quanto à defesa também. Acredito mesmo que o Brasil estreará contra a Croacia em 12 de junho com reais chances de título. Quanto a Neymar, desde a Copa das Confederações vem correspondendo ao que se espera dele. Já não resta dúvida de que terá vida longa na Seleção como jogador-referência. O mesmo, porém, não se pode dizer do restante da linha artilheira.

Fred não é jogador de Seleção Brasileira. Hulk não é jogador de Seleção Brasileira. Jô não é jogador de Seleção Brasileira. Robinho já foi, não é mais. Não estou defendendo a desconvocação deles. Pelo contrário, acho que Felipão está sendo coerente e essa rapaziada aí - exceto Robinho - merece vir à Copa. Não porque Fred seja um Romário. Ou porque Hulk seja um Ronaldo. Ou porque Jô seja um Adriano. Ou porque Robinho seja aquele Robinho que, no auge da forma, seria um bom banco para as três opções acima. Eles merecem a vaga porque o que temos de melhor é isso aí mesmo. Como diria o Humberto Gessinger, "somos o que dá pra fazer".

Acontece que ficamos mal acostumados aqui no Brasil. Nossos centroavantes costumavam ser artilheiros natos que seriam titulares em qualquer seleção do mundo. Agora, Fred, Jô, Hulk... seriam titulares na Suécia de Slatan Ibrahimovic, que sequer vai à Copa? Na Itália de Mario Balotelli? Na Alemanha de Thomas Mueller, Gomez, Podolski? No Portugal de Cristiano Ronaldo? Na Argentina de Lionel Messi, Agüero, Higuaín, onde nem Carlitos Tevez tem vez?

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