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16 de Março de 2013 - 07:00

Por RICARDO MIRANDA

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Torcer por um time vencedor, imbatível, inigualável, deve ser bom, mas por algum tempo. Se não houver tropeços, desclassificações, brigas internas ou troca de algum jogador no decorrer de dois anos, a coisa começa a perder a graça. Os jogos viram rotina, com a certeza da vitória sempre. Não fosse o Chelsea, no ano passado, e o Milan, há uma semana, o Barcelona estaria nesse caminho. É quase impossível vencê-los em dia de Messi.

Nesse sentido, os campeonatos mundiais de 1994 e 2002 ajudaram o Brasil a trazer a Argentina para o mundo dos mortais. Até então, os inflados vizinhos haviam ganhado os mundiais de 1978 e 1986, além do Oscar de melhor filme estrangeiro no mesmo ano de 1986 e em 2010. Nesta semana, levaram a indicação do Papa Francisco.

O inverso também é verdadeiro. Torcer por um time sem estrela, sem brilho, sem título e sem dinheiro pode ser suportável por uma década, no mais, a coisa perde o sentido. Os jogos viram momentos de frustrações. É mais ou menos o que aconteceria com o Tupi não fosse o período do "Fantasma do Mineirão", a Taça Minas de 2008 e o Campeonato Brasileiro da Série D em 2011. Esses quase acidentes de percurso salvaram o Carijó.

O problema é quando os tropeços, as desclassificações, a falta de dinheiro tornam-se rotina, com a certeza de sempre acabar assim. O inesperado reverte-se em esperado. Para o torcedor do Flamengo, por exemplo, a derrota na semifinal da Taça Guanabara ou mesmo a virada do Resende não assustam mais. O mesmo acontece com os vices-campeonatos do Vasco. Todo ano, a mesma coisa. No final, vencerá, no Rio e em São Paulo, um dos quatro grandes de cada estado. Em Minas e no Rio Grande do Sul, há 99% de chances de dar Cruzeiro ou Atlético e Grêmio ou Internacional, respectivamente. O pior é saber que isso deve continuar por mais alguns anos.

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