Bem menos
Após o merecido e ensolarado período de férias, reassumo essa coluna para dar um descanso ao amigo Pedro Brasil, que, com as mãos, mostrou mais capacidade que os pés do Brasil de Felipão. Mas a nova Seleção de cara velha não será o tema desse retorno. Quero falar sobre aquilo que encontrei de diferente nesta volta ao trabalho. O clima na redação está diferente. A maioria flamenguista, em polvorosa. Wendell Guiducci e Mário Tarcitano ficam confabulando pelos cantos, confiantes, como sempre, a cada bom começo rubro-negro no Carioca. O motivo dos sorrisos incontidos, o tal Rafinha.
Mineiro, recomendo calma. Se os corintianos estão reticentes quanto ao futebol de Pato, acho exagero enxergar no flamenguista um Sassá Mutema. O garoto se mostra promissor. Tem na velocidade seu mérito. Já coleciona belos gols. Porém é cedo para tanto oba-oba. A carência de ídolos do futebol brasileiro faz com que o termo seja banalizado. Alçar Rafinha a essa condição é perigoso até mesmo para a evolução psicológica do jogador. Já vimos a própria torcida do Fla fazer isso com nomes como Obina, por exemplo, que provou ser um baita caneleiro. Se comparar o tal Obina com o Eto'o foi uma boa piada, tentar equiparar Rafinha a Neymar pode ser sem graça, caso o assédio comprometa mais um talento que desponta. É preciso deixar o garoto jogar em paz, e crescer física e taticamente. Bola para isso ele parece ter.



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