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20 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por RENATO SALLES

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Acontece...

O que aconteceu com o Atlético-MG lá em Marrakesh pode acontecer com qualquer clube do mundo. Aliás, com qualquer pessoa. Foi como naqueles dias que a gente acorda de ovo virado e, antes do desjejum, explode o dedo mindinho na quina do sofá. O futebol é como a vida, e tem dia que é melhor nem sair da cama. Ou do Horto, no caso. Enfim, o acidente de percurso que tirou a trupe de Cuca da final do Mundial parece ter surpreendido a muita gente. Mas, honestamente, não me pegou de calça curta.

O Galo é uma equipe com vocação para o ataque. Entretanto, mesmo quando joga bem, é um time que se expõe ao extremo e corre riscos excessivos. Foi assim na Libertadores, quando o Alvinegro das Alterosas ganhou todos os jogos decisivos no laço. Sufoco atrás de sufoco. Quarta-feira foi assim, e deixou a impressão de que, se houvesse jogo de volta, o Atlético eliminaria o Raja Casablanca. Com um gol chorado, literalmente no apagar das luzes. Os surpreendidos de plantão tratam a derrota no Marrocos como um grande vexame. Foi mesmo. Pelo investimento e pela tradição do futebol sul-americano. O ataque do Galo travou em seu próprio nervosismo, em dia que nem Victor foi santo.

Todavia é preciso reconhecer os méritos no adversário. Com um futebol meio peladeiro, o Raja parecia conhecer bem o estilo de jogo do Atlético. Os marroquinos deram o chamado nó tático nos mineiros. Contra um adversário esbaforido, os donos da casa armaram um jogo de contra-ataque letal. Desde o início do segundo tempo era fácil antever o revés atleticano. E a goleada só não veio pois o senso de coletivo dos africanos foi quase inexistente. Um mais fominha que o outro, como ficou claro no último gol do confronto e no "arrastão" que fizeram para cima de Ronaldinho.

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