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31 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por RENATO SALLES

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Virou moda

Em luta por melhores condições de trabalho - além de um olhar 43 para o próprio umbigo -, os atletas que integram o tal Bom Senso FC fizeram uma série de protestos na reta final do Brasileirão que não acabou. O que chamou mais atenção aconteceu na partida entre Cruzeiro e Vasco, quando atletas dos dois clubes assentaram no gramado antes de a bola rolar. Até agora, a queda de braço com a CBF deu com os burros n'água, e o calendário em 2014 promete ser ainda mais bagunçado, com a guerra jurídica protagonizada por Lusa e Fla - com a participação especial do Flu - que se estendeu até a Justiça Comum.

Apesar de infrutíferos, os protestos de boleiros parecem ter colado. Até mesmo, atravessado fronteiras. Na Espanha, jogadores do Racing Santander se recusaram a disputar a partida contra Real Sociedad, reclamando salários atrasados. Com a manifestação, o clube acabou eliminado nas quartas de final da Copa do Rei. Reivindicação mais curiosa aconteceu no Pará. Seis atletas do Santa Cruz se assentaram para reclamar de um pênalti marcado - muito mal, por sinal - pela arbitragem em duelo contra o Cametá. Mais uma vez, sem resultados, já que a penalidade foi confirmada, e o Tigre do Salgado acabou derrotado por 3 a 1.

Assim como nas ruas, o clima de indignação é generalizado. Como qualquer outro cidadão, os jogadores têm direito a manifestação. Porém, com salários milionários, nenhum amor à camisa e pouca raça dentro de campo, os pleitos de alguns atletas de elite soam mais como falta de respeito com o torcedor que gasta seu salário mínimo para assistir a um espetáculo de nível cada vez mais baixo. Que não reclamem quando as manifestações - pacíficas! - partirem das arquibancadas.

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