Publicidade

20 de Abril de 2014 - 06:00

Por Renato Salles

Compartilhar
 

Como torcedor corintiano posso afirmar que estava ansioso pelo início do Brasileirão. Com jejum de comida lido bem. De futebol, não. Mas a pergunta que fica é o que se esperar do principal torneio do Brasil? Confesso que estou um pouco desanimado das coisas da bola. A "Pátria de chuteiras" anda mal das pernas. Claudicante. Nunca vi um início de torneio tão sem sal. As conversas de boteco são unânimes em não apontar nada. Ninguém desponta como time a ser batido, e 99% dos clubes caíram de produção em relação ao campeonato passado, que já não foi lá essas coisas. Basta ver a Libertadores, onde de seis equipes nacionais apenas três sobreviveram à fraca fase de classificação.

Não dá para entender o que acontece com o futebol brasileiro em um ano que prometia ser mágico, com a realização da Copa do Mundo. As manchetes dizem mais respeito aos erros de arbitragens e às trapalhadas como o "caso Anelka" do que sobre o jogo de verdade. Com que formação e espírito os grandes entrarão em campo virou notícia de nota de rodapé. Faz sentido. Há tempos não me lembro de ver equipes tão pouco competitivas. Antes bichos-papões, os paulistas caíram um a um diante do "grande" Ituano. No Rio, o Fla venceu um torneio sem graça com ajuda relevante do apito. Flu e Bota pouco mostraram, enquanto o Vasco ficou para a coluna de segunda. O Grêmio que parecia um bom time levou uma piaba histórica do Inter. Os mineiros chegam melhor para a disputa, mas não são sombra do que foram em 2013.

Nesse cenário de incertezas, é difícil saber o que esperar de um campeonato que promete ser longo, enfadonho e dividido em AC/DC - antes e depois da Copa. Por ora está difícil encontrar ânimo para encarar as 38 rodadas de pontos corridos de um torneio que tem tudo para ser abaixo da média. Se não fosse a paixão histórica do torcedor, apostaria minhas fichas que o Brasileirão 2014 seria o menos atrativo e assistido de todos os tempos. Porém, como o fanatismo pela bola reina nos recantos tupiniquins, não abro mão de meus velhos vícios. Já separei minha bandeira e apostei na vitória do Coringão no bolão da firma.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você concorda com a retirada das pinturas de Lucio Rodrigues dos pontos de ônibus?