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28 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por WALLACE MATTOS

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Tudo novo... ou não

Caros e caras, no último domingo fui ao reformulado Independência pela primeira vez como interessa: com o Tupi em campo. O antigo estádio charmoso do Horto da capital mineira deu lugar a um gigante imponente de trocentos metros de altura que, a não ser pela abertura em um de seus lados, com o estacionamento atrás, em nada lembra o velho. Bilheteria moderninha, corrimãos em aço escovado, cadeiras de plástico verdinhas - exceto as da marca de cerveja -, banheiros bem cuidados, enfim tudo novo... ou não.

Digo isso porque o desrespeito com a torcida visitante continua o mesmo. Nunca foi diferente quando estive em Belo Horizonte para torcer pelo Tupi, mas dessa vez achei que seria, por estar em uma dessas arenas modernas, elogiadíssima aos quatro ventos. Me enganei. Nunca ouvi falar nisso, mas acabaram os ingressos de meia-entrada para o torcida do Tupi. Isso em um jogo que não teve mais de 3 mil pessoas de público total. O funcionário da bilheteria disse que iria tentar resolver. Mas já com a bola rolando, nenhum carijó iria esperar, né?

Outra das incongruências foi a proibição da entrada de instrumentos dos torcedores carijós no Independência. O batuque tão tradicional das torcidas foi silenciado pela "questão de segurança", pensei eu. Outro engano. Entro no estádio e vejo, em frente a nós, em um nível abaixo da arquibancada do lado oposto, a bateria da torcida do América. Se eles puderam ter seus instrumentos dentro do modernoso estádio, por que os juiz-foranos não? Deus me livre de pensar que é implicância conosco da Manchester Mineira. Para não dizer que não houve mudança positiva, pelo menos um bar estava aberto para nós, e a gente não tinha que passar no meio da torcida deles para comprar um copo d'água como aconteceu diversas vezes no passado.

Mas o melhor lado de não estar tudo diferente é que mais uma vez vi o Tupi se sentiu em casa no Independência. Jogando com segurança, a equipe juiz-forana controlou boa parte do jogo, criou chances e pressionou o América em sua casa. Novamente, voltou com pelo menos um ponto do Horto, e pontuar contra o Coelho em sua toca é sempre importante no Mineiro. O gostinho de que podia ter sido melhor, perfeito com uma vitória, ficou por conta da chance criada e desperdiçada pelo ótimo atacante Da Silva. Coisas do futebol. E isso também não é novo.

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