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10 de Junho de 2014 - 08:46

Por Tribuna

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Pedras no caminho

Caros e caras, o Brasil abre depois de amanhã a Copa do Mundo no país do futebol. Toda preparação, tudo que foi feito de certo e errado será refletido no próximo mês. Não há mais tempo para inventar nada, construir ou desconstruir nada. Hora da pátria calçar as chuteiras e soltar o grito para empurra os homens vestidos com a Amarelinha rumo ao hexa. Como em todas as edições anteriores desde 1958, somos favoritos, ainda mais por jogar em casa e por conta da performance na última Copa das Confederações, mas não é por isso que não existirão pedras no caminho da conquista da sexta estrela.

Na primeira fase, admito, tenho medo do México. Ô seleçãozinha que complica para o Brasil. Claro que a estreia depois de amanhã contra Croácia, diga-se de passagem um time com grandes talentos, também é um jogo mais complicado, mas os mexicanos têm sido uma pedra na chuteira canarinho no últimos anos, independente de terem ou não bom time. Já Camarões depende muito ainda de seu artilheiro e craque Samuel Eto'o, tem problemas defensivos e já começaram a falar de dinheiro, o que em seleções africanas é sempre um motivo de discórdia.

A partir das oitavas, a briga vira de cachorro grande e, como gosto de grandes jogos, queira que o Brasil enfrentasse a Espanha na segunda fase. Seria uma grande oportunidade de mostrar ao mundo que a final da Copa das Confederações não foi uma vitória casual. De quem, mais à frente poderia cruzar como os brasileiros, acredito que somente a Alemanha tenha condições de eliminar nossa seleção. Os alemães têm um time maduro, jogando um futebol ofensivo e fez todo um planejamento para chegar forte nessa Copa. Mesmo assim, ainda sou mais o poder de nosso improviso contra o pragmatismo alemão.

Com o Brasil chegando para disputar o caneco, nas projeções que fiz já em minha tabelas, Argentina, Holanda e França são possibilidades bem fortes e qualquer uma delas me agrada. Jogar uma final no Maracanã contra os hemanos comandados por Messi seria lindo. Chance de bater o pessoal de azul-calcinha com propriedade. Pegar a Laranja Mecânica também seria legal para nos vingarmos da Copa passada. E uma decisão com os franceses seria a oportunidade do troco de 1998, Mundial que ainda está engasgado na minha garganta. Enfim, não será fácil, vai ser doído, com complicações, teremos que exorcizar fantasmas e superar traumas. Essa é a Copa do Mundo.

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