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17 de Junho de 2014 - 06:00

Por WALLACE MATTOS

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País do futebol

Caros e caras, a primeira rodada da Copa do Mundo do Brasil chega ao fim hoje, e a primeira conclusão que se pode tirar é que os times estão inspirados por estarem competindo no país do futebol. Certamente sabendo que estão diante de torcedores exigentes, acostumados a respirar o ludopédio diariamente, os atletas se encheram do espírito de ter de fazer o melhor possível em campo durante as partidas da maior competição do planeta e soltaram todo seu jogo. Com exceção de Honduras - que entrou em campo para dar pancadas na França - e das seleções que estreiam hoje - às quais não posso julgar - todos os outros times jogaram bola, perdendo, empatando ou ganhando. Com isso, o nível técnico do Mundial está lá em cima.

Os primeiros confrontos mostraram algumas gratas surpresas que sempre surgem em época de Copa. A zebra costarriquenha galopou para cima dos uruguaios que já não têm lá esse timaço, ainda mais sem Luis Suarez. Foi bom ver a Itália jogando futebol e não aquele troço que eles costumam praticar quando entram em campo. Os holandeses mordidos deixaram para descontar essa semana o título perdido em 2010 diante de uma Espanha que, não sei não, mas acho que corre o risco de deixar o Brasil no início da semana que vem. Mas os espanhóis já têm quem assuma seu bastão caso ele caia. A Alemanha massacrou Portugal com uma evolução de seu futebol objetivo da última Copa que inclui minutos e minutos de trocas de passe esperando a chance de ser letal. E o candidato a revelação do Mundial para mim já despontou: o colombiano James Rodriguez que, mesmo aos 22 anos, assumiu o papel de comandar sua seleção depois do corte de Falcão Garcia, e o fez como um maestro no primeiro jogo.

Já a Seleção Brasileira tem algumas lições a tirar da vitória sobre a Croácia para aplicar hoje, diante do México. Precisamos de mais atenção principalmente com o sistema de marcação e cobertura dos laterais Daniel Alves e Marcelo. A famosa bola nas costas rolou solta nas alas do Brasil na estreia e, caso isso aconteça novamente no confronto com os mexicanos, não haverá perdão. Até porque o pessoal da tequila não costuma perdoar os brasileiros. Assim, é bom Felipão ter acertado esse aspecto, para que a torcida brasileira não fique só se deliciando com os jogos de outras seleções e sofrendo com o time do país do futebol até o fim da Copa.

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