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25 de Março de 2014 - 06:00

Por WALLACE MATTOS

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Caros e caras, o amigo e editor Wendell Guiducci escreveu em sua última coluna que gostaria, basicamente, que a situação financeira do Tupi fosse melhor. Faço coro com ele, mas realmente está difícil de isso acontecer. A tradicional inércia dos possíveis patrocinadores é conhecida e nem me dou mais ao trabalho de tentar entender. Talvez isso seja algo para antropólogos pesquisarem, pois, para mim, só se conseguirá achar uma justificativa real - não aquelas velhas desculpas de sempre - para a falta de apoio ao time local quando entendermos porque o povo juiz-forano acredita que tudo de fora é melhor, preferindo segurar seu rico dinheirinho quando está aqui e esbanjá-lo assim que ultrapassam os limites de nosso município (as cidades de praia do Rio de Janeiro e do Espírito Santo que o digam!).

E o cenário que já não é muito animador ficou um pouco mais nebuloso na última semana. Jogando a Copa do Brasil desse ano, o Tupi projetou uma segunda fase para ajudar a esquentar a torcida, testar seu elenco e fazer caixa às vésperas da Série C do Campeonato Brasileiro. Depois de passar pelo Juazeiro-BA com um 2 a 0 no primeiro jogo, o Carijó se tranquilizou à espera do sonhado confronto com o Fluminense. Mas não é que o Tricolor, na quarta-feira passada, decepcionou e perdeu por 3 a 1 para o modesto Horizonte-CE, correndo risco de ser eliminado do torneio nacional e frustrar os planos da diretoria e, porque não, dos torcedores juiz-foranos?

Um jogo contra o Fluminense aqui seria ideal não só para a torcida local ver o time que entrará na disputa da Terceirona, mas também para reforçar o caixa do Alvinegro de Santa Terezinha. Em uma conta rápida, suponhamos que os ingressos para este embate sejam vendidos ao mesmo preço que foram no confronto com o Atlético-MG pelo Estadual (R$ 30 inteira e R$ 15 a meia). Trabalhemos com possibilidade de que se consiga vender a carga de 10 mil entradas, capacidade atual liberada do Mário Helênio segundo as informações oficiais da Federação Mineira de Futebol, colocando a proporção de meias-entradas do confronto com o time de Belo Horizonte, ou seja, 60% dos bilhetes vendidos. Neste exercício de matemática, já descontados os custos da partida - que devem girar em torno de R$ 20 mil -, a projeção de arrecadação seria de R$ 190 mil para o Carijó.

Hoje em dia, esse montante cobriria quase três meses de folha salarial do clube que, caso não perca por dois ou mais gols de diferença, fica com tudo. Mas precisa combinar com o Tricolor das Laranjeiras de ele avançar. Obviamente, um Tupi x Horizonte não vai atrair um público nem parecido com Tupi x Fluminense. Aliás, a primeira partida seria no Ceará, já que o clube do Nordeste tem posição pior no Ranking Nacional de Clubes. Assim, os planos carijós de ter um confronto com uma das grandes equipes do futebol nacional, que motive seu torcedor a comparecer ao Helenão, teste para valer o grupo que disputará a Série C e ainda levante uma grana para tranquilizar o resto do ano, dependem de uma classificação dos cariocas. Por isso, peço encarecidamente: ajuda aí, Fluzão!

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