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20 de Maio de 2014 - 06:00

Por WALLACE MATTOS

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Caros e caras, vitórias como a do Tupi no último sábado, de virada, depois de levar um gol aos 38 minutos do segundo tempo e marcando o da vitória chorado, aos 47, após ter um pênalti claro não marcado a seu favor, aos 44, me relembram porque sou apaixonado pelo futebol. O jogo tem diversos aspectos, faço aqui nesse nosso Papo análises táticas, técnicas e etc, mas o que me faz ser completamente arrebatado pelo velho ludopédio é mesmo a emoção que só ele é capaz de despertar, e é assim com a esmagadora maioria dos torcedores.

Por isso, nunca vou entender quem sai do estádio, principalmente do Mário Helênio, com o Tupi em campo, antes do final da partida. A sabedoria popular já diz há décadas, o Carijó prova sistematicamente e eu repito sempre para quem quer que seja que até o último sopro do moço no apito tudo pode acontecer. Mais uma vez, a turma - que usa como desculpa a fuga do engarrafamento, a distância de casa ou a vontade de ir ao bar mais próximo para acompanhar o Brasileirão - que deixa o Estádio Municipal sempre mais ou menos aos 35 minutos perdeu o jogo inteiro. Assim como quem saiu quando o time juiz-forano levou o gol foi para casa com uma derrota que não se concretizou. Derrotados foram eles.

Essa galera não viu uma virada com cara de Tupi. Melhor durante praticamente todo o jogo, pareceu que o time de Juiz de Fora precisou levar o gol para poder castigar o Caxias. E foram dez minutos sem deixar os gaúchos respirarem, o que já estava difícil porque, como disse em nosso último Papo, mais uma vez o adversário morreu no colchãozinho do Helenão. Nesses minutos finais, o Carijó foi tão avassalador que restou somente aos caxienses chorarem com a arbitragem - sei lá o que - no lance do gol da vitória, buscando salvar o pontinho que claramente vieram buscar na Princesa de Minas.

O resultado foi bom, quase me mata do coração, mas valeu, servindo também para mostrar que tudo nessa Série C do Brasileiro terá que ser brigado, do jeito que o Alvinegro de Santa Terezinha está acostumado.

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