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08 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por PEDRO BRASIL

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A pergunta do título está na cabeça dos milhões de torcedores do Vasco e Fluminense - e também dos outros rivais, especialmente cariocas. Um deles vai cair, apesar da fé de cruz-maltinos e tricolores. Sem ter onde se apoiar, a não ser na própria torcida, Vasco e Fluminense chegam à última rodada do Brasileirão com medo de voltar ao abismo da Série B. Mas, nas contas do comerciante vascaíno Daniel Cedrola e da jornalista tricolor Mônica Cury, a força da gravidade vai empurrar ambos para a Segundona.

Fanáticos pelos seus clubes, Cedrola e Mônica garantem que a possível queda de divisão não muda em nada o sentimento por seus times de coração. Apesar da fé, ambos acreditam que seus respectivos clubes irão disputar a Série B em 2014, mesmo confiantes nas vitórias contra Atlético-PR e Bahia.

Mônica começou a acompanhar fielmente o Flu em 1995, após o lendário gol de barriga de Renato Gaúcho sobre o Flamengo. Depois disso, nunca mais conseguiu se separar do tricolor. "Eu amo o Fluminense. Sou sócia-torcedora e acompanho nos momentos bons e ruins. Vi todos os jogos da Série C, da Libertadores de 2008 e fui a Barueri em 2010 (quando o Flu foi campeão brasileiro)." Ela acredita que o clube vai cair para a Segunda Divisão. "Estou encarando que o Fluminense já está na Série B. Acho que vamos ganhar (do Bahia), mas a combinação de resultados não vai ajudar. Não dá para entender como um time campeão em um ano pode cair no outro."

Daniel Cedrola credita a iminente queda do time de coração a má gestão da diretoria."Fui aos últimos quatro jogos do Vasco e senti uma revolta muito grande dos torcedores, diferente do que aconteceu em 2008. Estamos fartos dessa diretoria." O comerciante também não está confiante na manutenção do seu clube na divisão de elite do futebol nacional. "Eu acredito que o Vasco vai vencer o Atlético-PR, mas como dependemos do Botafogo, a situação é mais complicada. Na verdade, eles também dependem da gente (o Botafogo disputa com o Atlético-PR uma vaga na Libertadores), mas o histórico de 'amareladas' deles é muito grande", lamenta.

O fanatismo pelo Gigante da Colina é tão grande que fez com que Cedrola perdesse o nascimento de uma de suas filhas. "Quando minha filha nasceu eu estava no bar da social de São Januário, na semifinal da Copa do Brasil contra o Avaí, em 2011." Nesse fim de semana, ele pretendia ir a Joinville assistir ao jogo contra o Atlético-PR, mas foi vetado pela patroa. "Tenho um compromisso familiar com a minha outra filha. Desta vez, minha mulher não deixou eu ir atrás do Vasco."

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