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19 de Janeiro de 2014 - 07:00

Lucca Machado, 16 anos, vai disputar o Mundial Juvenil da modalidade em março, na Ásia, e sonha com as Olimpíadas de 2016

Por Pedro Brasil

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Lucca se tornou titular da Seleção Brasileira juvenil e vai representar o país no Mundial
Lucca se tornou titular da Seleção Brasileira juvenil e vai representar o país no Mundial

O taekwondo não é um esporte muito difundido no Brasil. Não vemos garotos nas ruas com doboks (o correlato do quimono no judô) e dando mondolio tchagui (chute alto e giratório) pelas ruas. Mesmo assim, não faltam talentos brasileiros no esporte. Em Juiz de Fora, um dos expoentes é Lucca Machado Vieira, da equipe Asas Taekwondo, o "Bruce Lee Mineiro", como é chamado pelos amigos.

Com apenas quatro anos e meio de treino, o juiz-forano venceu o Pan-Americano aberto da modalidade no México e, em dezembro, conquistou a seletiva nacional fechada de sua categoria (até 51kg), em Betim. Com essas medalhas, se tornou titular da Seleção Brasileira juvenil e vai representar o país no Mundial de Taekwondo, em Taiwan, no final de março. "Ele teve uma evolução muito rápida. Era faixa-branca há pouco tempo. Hoje, já é faixa-preta e titular da Seleção Brasileira. É um orgulho e uma responsabilidade muito grande trabalhar com ele", afirma o treinador e amigo de Lucca, Alan Santos.

Como titular da Seleção, Lucca terá as passagens, hospedagem, alimentação e transporte pagos pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD). Mas, ainda há outra possibilidade real: participar da seletiva da "10ª WTF World Junior Taekwondo Championships", a Olimpíada Juvenil do esporte, que também será realizada na Ásia, uma semana antes do Mundial. "Seria o início do meu grande sonho como atleta, que é conseguir participar de uma Olimpíada, preferencialmente em 2016, no Rio de Janeiro", revela Lucca. A definição sobre quem representará o país nesta seletiva ainda não foi divulgada pela CBTKD.

 

Superação

Para alcançar tais feitos, a preparação é tão grande quanto o tamanho do sonho. São cerca de seis a sete horas de treinamento, no mínimo, cinco vezes por semana, para se preparar bem para as competições. "É cansativo. Treino de manhã, à tarde e à noite", destacou Lucca, que, mesmo com toda essa rotina esportiva, deseja cursar, no próximo ano, uma faculdade de economia.

Um momento difícil marcou a curta carreira de Lucca em janeiro do ano passado. Ele estava no Rio de Janeiro disputando a seletiva para a Seleção nacional, mas foi eliminado antes mesmo de lutar, por uma interpretação equivocada de um árbitro. "O Marcelinho (Bertolato), outro jovem da nossa equipe, tinha acabado de sair de uma luta. Ele estava com o capacete de proteção que o Lucca também iria usar. No meio-tempo de pegar o equipamento e passar para o Lucca, o técnico adversário, de má fé, pediu a nossa eliminação ao árbitro - alegando falta de equipamento de proteção - , apesar de a luta não ter começado. Os juízes concordaram, depois se arrependeram, mas não havia mais como voltar", lamentou Alan Santos. Após o episódio, Lucca ficou meses sem treinar. "Fiquei bem desmotivado, triste mesmo. Pensei em parar de lutar, mas ainda bem que voltei e consegui a vitória nesse ano", celebra Lucca, mais obstinado do que nunca.

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