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08 de Julho de 2014 - 06:00

Por KELLY DINIZ

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Semanas antes da Copa do Mundo de 2002, eu fui obrigada a fazer um trabalho chato sobre os jogadores da Seleção, suas posições, histórico e estratégias de jogo. Eu, que não sabia torcer, tinha um medalhão do Flamengo e uma camisa do Corinthians, obrigada a escrever sobre futebol. Mas aquele trabalho chato se mostrou muito divertido e contribuiu para que um estranho interesse pela Copa do Mundo e pelos jogos tomasse conta de mim. Pela primeira vez, dois países sediavam unidos o evento: Coreia do Sul e Japão. E nem o fuso horário me desanimou de assistir às disputas.

Foi em 2002 que eu experimentei as alegrias, angústias, ansiedade, desespero comum a todos os torcedores. Vibrei com cada gol, fiquei apreensiva com cada bola na área brasileira e, claro, suspirei a cada vez que o Kaká apareceu na tela.

Chegamos à final contra a Alemanha. E o pior, contra a "muralha" Oliver Kahn. O goleiro até então só havia deixado passar um gol. E nosso principal craque era um Ronaldo Fenômeno desacreditado, vindo de duas contusões graves no joelho. Mas, mesmo com tantos fatores contra, eu sabia que aqueles jogadores não iriam tirar de uma menina de 12 anos a oportunidade de ver pela primeira vez o Brasil escrevendo uma parte de sua história. Mesmo não existindo o slogan "Joga para mim", era isso que eu queria. Que eles jogassem com garra, por mim, para que eu pudesse ver um Brasil campeão, cheio de heróis.

E foi exatamente o desacreditado Ronaldo que fez os dois gols da vitória. Pipocas voaram pelo ar. E eu nunca me senti tão brasileira como naquele 30 de junho, quando na caçamba de uma caminhonete eu brandia a bandeira do Brasil.

Hoje, na semifinal, o Brasil irá enfrentar novamente a Alemanha. Dessa vez, não teremos uma "muralha" pela frente, mas também não teremos o nosso principal craque: Neymar. Que o Brasil não deixe a fratura de Neymar ser em vão. Que nosso time seja composto de 11 "Neymar" e todos possam jogar bonito, driblar bonito, marcar gols e fazer dessa semifinal um espetáculo como foi a final de 2002. E tudo bem a Alemanha ser a seleção que mais disputou finais, pois se depender de estatística, o Brasil é a Seleção que mais as venceu!

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