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28 de Junho de 2014 - 06:00

Por BÁRBARA RIOLINO

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Nove meses após o casamento é comum se esperar pela chegada de um bebê, certo? Só que no meu caso, os nove meses de casada resultaram no começo da Copa do Mundo, para o delírio do meu marido. Antes mesmo de aceitar o pedido de noivado, fui alertada por ele sobre o Mundial, que era isso, que era aquilo. Ouvi, semana sim outra também, sobre todas as suas expectativas para aqueles 64 jogos, as estatísticas e as seleções que iriam disputá-los. A empolgação dele era tal e qual a de um papai de primeira viagem à espera do primogênito. Isso me deixava ainda mais indiferente em relação à Copa, pois para mim, a mesma se resumia aos jogos da Seleção.

Preciso assumir que me enganei redondamente.

Talvez um espírito de maternidade verde e amarelo tenha baixado em mim nos últimos meses. Como pais exemplares que procurávamos ser, tratamos logo de garantir o enxoval do "Bebê Copa". O primeiro a adentrar em nosso apartamento foi o álbum de figurinhas. Foram muitos cromos comprados, colados e trocados assiduamente em nossos ambientes de trabalho, sem contar que marcamos nossa presença no Parque Halfeld.

Aos poucos os enfeites da sala deram espaço a duas novas cores. A estante foi tomada por bandeirolas e o encosto do sofá se transformou na bandeira do Brasil. O carro também não ficou de fora e ganhou a ornamentação que lhe é peculiar nesta época. Sobrou até para o Fuleco. Há alguns anos, meu marido ganhou de um amigo a réplica da taça, que ficou ainda mais simpática e brasileira ao ser coroada com um chapéu verde e amarelo.

Aos poucos a TV da sala passou a transmitir apenas os canais esportivos, ao ponto de me sentir íntima de todos os narradores, comentaristas, especialistas e convidados. Que beleza! Tá vendo Bebê Copa, tudo isso só para você.

O tão esperado dia 12 de junho chegou e, neste contexto, o dia do nascimento do Bebê Copa. Depois deste dia tudo mudou novamente. Passei a enxergar que a Copa não é só futebol. É garra, é conquista, com pitadas de surpresas, zebras, fantasias, irreverência, piada e gol, que não pode faltar!

É, Bebê Copa, você me fez compreender que a história se constrói diante dos nossos olhos. Pena que no dia 13 de julho você precisa partir, mas saiba que você cumpriu a sua missão, e fez o papai, a mamãe e muitos brasileiros terem orgulho de você.

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