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22 de Junho de 2014 - 06:00

Por MARISE BAESSO

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Como todo brasileiro, sou fã da Seleção. Mas daí a entender de futebol é um pouco demais. Mas gostaria muito de poder participar da grande festa nos estádios das 12 cidades que sediam os jogos deste Mundial. Acho até que saberia torcer diferente, cantando outras coisas além do "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor..." Mas como não pude estar nas arenas, me aventurei a ir com meu marido e meu filho a Teresópolis (RJ), para tentar ver de longe ou de perto um treino de Neymar, David Luiz, Oscar, Fred e companhia.

Apesar da pouca familiaridade com o esporte, gosto do movimento "Copa" e até tenho assistido a muitas partidas, com gosto, mas confesso que, no caso do Brasil, o nervosismo tem me vencido. Quanto a Teresópolis, depois de vários pedidos insistentes do meu filho, que queria ver os seus ídolos, rumamos para a casa da Seleção ontem, saindo bem cedinho de Juiz de Fora. Por volta das 9h, já estávamos lá e, poucos minutos depois, chegamos à Granja Comary. Sentimos um misto de decepção e emoção quando fomos informados que a entrada estava terminantemente proibida, mas também percebemos de perto a energia boa de vários torcedores e jornalistas chegando de várias partes do país, as pessoas empolgadas e até um protesto silencioso de moradores reivindicando melhorias na saúde do lugar.

Na portaria, os seguranças impassíveis diziam que ninguém podia entrar. Nem mesmo um senhor em cadeira de rodas, vindo do Japão - isso mesmo, japonês legítimo com camisa da Seleção Brasileira e apaixonado pelo país -, conseguiu comover a equipe. Então, quem seríamos nós para entrar ali? Mas torcedor empolgado faz de tudo. Ouvimos conversa daqui e outra dali e decidimos tentar a entrada por outro lugar. E não é que a sorte estava do nosso lado? No meio do caminho, conhecemos uma artista plástica que fez a estátua do Hulk e um fisioterapeuta da cidade. Não é que o fisioterapeuta era morador da Granja Comary? E foi ele mesmo que se ofereceu para nos abrir as portas. Aleluia!!! A viagem não seria em vão.

E não foi. Minutos depois de entrarmos e conversarmos com jornalistas, que nos falaram que a Seleção estava blindada, quase nos conformamos e fomos dar uma de turistas em torno do Lago Comary, como quem não quer nada. Estavam por ali, no máximo, umas dez pessoas. E de repente, caminhando bem perto, aparece Felipão, seguido do seu fiel escudeiro Parreira... A tietagem foi imediata, com abraços e fotografias. Do encontro, pude observar um Felipão ainda com terçol, meio sem jeito com seus fãs, de poucas palavras, educado e cordial. A ele, só pude desejar boa sorte, fazer a foto para entrar para a história e, depois, sem palavras, pensar: "Meu Deus, por questão de segundos, não teríamos vivido este momento."

Quanto ao senhor do Japão, ele também conseguiu entrar junto com um morador da granja, mas o Felipão tinha acabado de dar tchau. Que pena. Depois, pensei um pouco mais, acreditando, tomara que isso seja sorte de brasileiro. Melhor não gastá-la toda num dia só. Ver o treino? Fica pra outra viagem.

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