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13 de Junho de 2014 - 07:00

Por Tarcízio Dalpra Jr., Publicitário

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De uns tempos pra cá, a máxima "Deus é brasileiro" vem perdendo espaço. O que vale mesmo é afirmar: "Brasileiro é deus"! Desses onipotentes e tal. Meio bíblicos, meio Marvel. Capaz de se levantar contra a toda-poderosa Fifa e bradar aos quatro traços: #naovaitercopa. Capaz de mudar uma data encravada na cultura nacional e proclamar: "o dia dos namorados, esse ano, é na véspera!". Brasileiro tem sido tão deus que, na abertura da Copa, tentou reproduzir aos olhos do mundo uma cena bíblica: "levanta-te, anda e (como bom Lázaro tupiniquim) chuta a bola"! E chutou! Somos tão deuses que, dos quatro gols marcados na Copa, até agora, todos foram nossos (embora a estreia marcasse Brasil 3 a 1 Croácia). Mas calma. Teve Copa! E isso não estava nos planos do deus Brasileiro. Pelo menos há um ano. Tá certo que a ideia de mudar o dia dos namorados vingou. Vi pelo menos uns 11 casais se movimentando pelos bares da cidade no dia proposto. O que, de certa forma, justifica o conceito da campanha. Tá valendo. Todo o resto também é fato. Menos o #naovaitercopa. Nisso o deus-Tupiniquim errou. Errou rude! A Copa acontece e, a julgar pelo primeiro jogo, vai ser épica! Comecei a escrever essa crônica imediatamente após o apito final da estreia. Com o risco já calculado de duas ou três cervejas na cabeça. Cético que sou, julgo que, para uma estreia, deu pro gasto. Sou bom com eufemismos (o que vale tanto pro "deu pro gasto" quanto pro "duas ou três cervejas"). Teve Copa. Está tendo. E estou eu aqui em um bar. Vibrando, torcendo, esquecendo por preciosos instantes tudo o que atravessa os limites da cal. E se os deuses do futebol... Ou melhor, se os brasileiros do futebol quiserem, vai ter hexa também!

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