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27 de Junho de 2014 - 06:00

Por GILZE BARA

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Diante do desafio de escrever sobre a Copa, não me contive com um só tema. Tive que citar de tudo um pouco - ou do muito um pouco. Minhas impressões:

- O Brasil começou a Copa com o pé direito... de Marcelo. O gol que abriu a Copa 2014 foi contra. E contra o Brasil. Marca que ficará na história do futebol. Mas que mostrou um exemplo vivo de "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima".

- A Seleção Canarinho está dependente de Neymar. Objetivamente e subjetivamente. Para balançar a rede, para demarcar território. Para agir e reagir. É bom demais ter um craque, claro! Mas também é perigoso apostar todas as fichas nele.

- Julio Cesar foi pouco exigido até o momento. A zaga falhou no gol de Camarões, mas David Luiz e Thiago Silva nos dão segurança. Daniel Alves... Cadê? Fernandinho entrou para ficar, né, Felipão? Aliás, Felipão - o verdadeiro - dando "Ufa!" após o gol de Fred foi uma imagem impagável.

- Thiago Silva está imbuído do espírito de capitão da Seleção Brasileira. A braçadeira parece que adentrou o corpo do zagueiro. Provas disso são a concentração do capitão nos momentos antes de entrar em campo e os olhos fechados na hora do Hino Nacional. Deve ser a vontade de levantar a taça... "Oh captain! My captain!", como diria o poeta norte-americano Walt Withman, parafraseado no filme "Sociedade dos poetas mortos".

- Falando em hino, o momento está, realmente, emocionante. Já é bonito por si só. Mas a forma como os jogadores estão entoando os versos, o cantar abraçado, a continuidade do Hino Nacional à capela, assim como acontece nos jogos da Seleção de vôlei realizados no Brasil... Bravo!

- O verde e o amarelo demoraram a chegar. Dias antes da Copa, parecia que nem viriam, intimidados por dúvidas, por um sentimento de culpa pelo dinheiro gasto excessivamente. Mas chegaram. E com força.

- Está tendo Copa. E está bonito! As pessoas estão sabendo curtir a realização do maior evento mundial de futebol. E parece que sem esquecer os problemas nacionais.

- Esta é a Copa da tecnologia. Ela, que já estava presente há tempos em outros esportes, veio para ficar no futebol. Está aí para minimizar os erros dos árbitros. Ou, talvez, para causar mais polêmica. Mas é uma realidade estabelecida. Não tem volta.

- E mais: esta Copa está latina, caliente. Nas ruas, no clima, nas arquibancadas, em campo.

- Tem hora que dá dúvida se a Copa é de futebol ou de MMA - infelizmente. Cotovelada nas costas, cabeçada entre companheiros de seleção, empurrões, mordida... Mordida. E de craque. É o fim da picada...

- Definitivamente, jogo é jogado (e lambari é pescado). E na hora em que a bola rola não tem estatística nem título de campeão mundial que segure a onda. Por isso... Adiós. Goodbye. Arrivederci. E tomara que o nosso adeus não entre nesta lista.

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