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15 de Março de 2014 - 06:00

Por Wallace Mattos

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De volta a Juiz de Fora depois de uma viagem que só terminou na madrugada desta sexta-feira (14), o Tupi teve uma dia de treinos leves. Quem atuou a maioria do tempo na vitória por 2 a 0 sobre o Juazeiro, que deu classificação aos juiz-foranos para a segunda fase da Copa do Brasil, na última quarta-feira, no Norte da Bahia, fez apenas trabalhos de musculação. O restante do elenco treinou em campo reduzido no Estádio Municipal, utilizando a área externa do gramado. Assim, será neste sábado pela manhã o único exercício tático do grupo visando ao confronto com o Guarani, domingo, às 16h, pela última rodada do Campeonato Mineiro, no Mário Helênio, no qual o Carijó precisa vencer para ter chances de avançar para a segunda fase do Estadual.

Como lembrou o técnico alvinegro, Paulo Campos, o jogo deste domingo é o último de seu acordo original com a diretoria carijó. O comandante já manifestou a vontade de permanecer à frente do clube local pelo restante do ano, mas sabe que isso dependerá principalmente das condições financeiras do Carijó. "Precisava comentar isso porque pode parecer, se por acaso eu sair, que abandonei o clube. Não. Sou muito de palavra, compromisso. Não é o contrato que faz a diferença. Quando fui contatado para vir para o Tupi, o acordo era para cinco jogos. Do Mineiro, Tombense, Boa Esporte, Cruzeiro e Guarani, e a primeira partida da Copa do Brasil, contra o Juazeiro. Estou muito feliz de ter vindo para cá, ter tido essa oportunidade. Está muito bacana essa relação clube, Paulo, torcida e mídia. Gostaria muito de continuar, mas isso está a cargo da diretoria, pois não sei das condições do clube, se podem e querem que eu permaneça. Independente do resultado deste domingo, gostaria de permanecer aqui até dezembro", deseja.

De acordo com o diretor-executivo do Carijó, Alberto Simão, apesar de seus vencimentos estarem fora do que o clube local pode pagar, a possibilidade de manutenção do treinador é real. Mas o assunto só será abordado com mais atenção após a definição de domingo. "Estamos tranquilos. É um treinador renomado, que encaixou como uma luva no trabalho aqui. Ele se adaptou bem ao sistema do clube, e o clube a ele. Hoje a faixa salarial dele foge muito do patamar do Tupi", explicou o dirigente, sem revelar números.

"Fizemos um sistema com premiação para Copa do Brasil, semifinal e final do Mineiro, e equalizamos tudo. Então essa primeira fase do contrato do Paulo termina no domingo, já tivemos conversas preliminares, mas o foco total é nesse jogo contra o Guarani. Não haverá leilão. O primeiro objetivo é vencer domingo, e não vamos conversar sobre treinador até lá. Gostaríamos muito que ele ficasse, o Tupi está feliz com o Paulo, ele está feliz conosco e, como ambas as partes estão felizes, acreditamos em um acordo. Mas financeiramente teremos que fazer contas e mais contas para mantê-lo", revelou o dirigente. Simão confirmou que a intenção da diretoria alvinegra é manter o técnico até o fim do ano, mas admitiu a possibilidade de uma extensão de contrato até o término da participação dos juiz-foranos no Mineiro.

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