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05 de Março de 2014 - 21:57

Gol solitário de Helder coloca o Carijó no terceiro lugar na tabela de classificação

Por Renato Salles

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Helder comemora seu gol no Estádio Municipal
Helder comemora seu gol no Estádio Municipal

Em dois jogos o técnico Paulo Campos mudou a cara do Tupi. Foi dele a ideia de distribuir apitos para os 1.458 presentes infernizarem o adversário. Foi dele a ideia de armar uma equipe com três atacantes. E foi ele quem regeu a torcida e comemorou como um louco quando a zaga salvou um lance na base da raça na vitória desta quarta (5), contra o Boa, no Estádio Municipal, 1 a 0 que ajudou o Tupi a somar 3 pontos e reclamar seu lugar no G4 do Campeonato Mineiro, na terceira posição, com 15 pontos. Em meio a uma linha de frente recheada, brilhou a estrela do zagueiro Helder, autor do gol solitário e dono da alegria das arquibancadas.

Se Paulo Campos queria deixar o Tupi mais ofensivo com a adoção de um esquema com três atacantes, o intuito foi atingido já no primeiro tempo. Desde os minutos iniciais, o Galo Carijó criou inúmeras oportunidades de gols, mas esbarrou na falta de pontaria de seus atacantes. Logo aos 10 minutos, a primeira grande chance. Lançamento longo do lateral-esquerdo Rafael Toledo encontrou Núbio Flávio aberto pela direita. O camisa 7 invadiu a área, mas finalizou em cima da marcação dupla do volante Vinícius Hess e do goleiro Emerson.

Viriam outras tantas chances claras, mas, 2 minutos depois, o fato triste do dia. O Tupi perdeu o atacante Ademilson, que deixou o campo lesionado e preocupa para a sequência da temporada - há suspeita de lesão no tendão de Aquiles, e o jogador poderia ficar até seis meses fora de combate. Raphael Aguiar herdou a vaga na linha de frente. Aos 20, por pouco Henrique não abriu o placar para o Carijó com um gol de placa. O lateral-direito aproveitou rebote na área. À la Valdívia, driblou Francismar e bateu cruzado, rente à trave direita defendida pelo arqueiro do Boa.

Aos 31, um milagre de Emerson. Após bobeira da zaga adversária, Núbio roubou a bola na intermediária e achou Wesley na área. Entrando em diagonal, o atacante tentou encobrir o goleiro do Boa, que salvou pela primeira vez. A sobra ficou com o próprio Wesley. que cabeceou para o meio da pequena área. Núbio chegou batendo, mas o camisa 1 da equipe de Varginha defendeu de forma inacreditável.

Seis minutos depois, foi a vez de o goleiro carijó dar uma de santo. Após a zaga bater cabeça, a bola sobrou para Bruno Aquino na pequena área. Sozinho, o atacante do Boa viu Jordan crescer a sua frente para defender finalização à queima-roupa. O Tupi ainda perderia mais uma chance real de gol, agora com Raphael Aguiar.

 

Abafa

No segundo tempo, o Tupi voltou abafando, mas o Boa jogava por uma boa bola. Por pouco ela não veio aos 9, quando o meia Malaquias cobrou falta da esquerda na cabeça de Mateus. O zagueiro subiu sozinho e colocou a bola no fundo do gol, mas a arbitragem pegou impedimento no lance. A partir disso o jogo se tornou equilibrado, com as duas equipes se lançando ao ataque.

Aos 18, Paulo Campos mexeu na equipe para tentar ganhar o meio de campo, colocando Fábio Tenório. Raphael Aguiar, que havia entrado durante o primeiro tempo, foi sacado. Se a mudança foi decisiva ou não é relativo, mas momentos depois, após cruzamento na área do Boa, a bola ficou viva até sobrar livre para o zagueirão Helder empurrar para o fundo das redes e abrir o placar para o Carijó, aos 19.

Na saída de bola, Núbio arrancou pela esquerda e foi derrubado pelo goleiro Emerson fora da área. Enquanto torcida e jogadores carijós pediam o vermelho para o arqueiro adversário, a arbitragem preferiu dar simulação do atacante, punido com o cartão amarelo. Aos 27, Núbio aplicou drible maravilhoso e deixou dois marcadores para trás pela esquerda. Após cruzamento na área, a bola se ofereceu livre para o volante Maguinho, que encheu o pé, chutando por cima da trave de Emerson.

A partir daí, as oportunidades claras, fartas no primeiro tempo, rarearam. Com o volante Rafael Vítor no lugar de Maguinho, o Tupi cozinhava o adversário e só se arriscava na boa. O time de Varginha começou a gostar do jogo e acuou os donos da casa. Após um ataque dos visitantes em que a zaga salvou na raça, o técnico carijó bateu no peito e convocou a torcida para apoiar. E ela apoiou até o apito final, aos 49 da etapa final. E foi aos gritos de "Galo, Galo" que os juiz-foranos garantiram os 3 pontos e carimbaram o retorno ao almejado G4. Agora, o Tupi tem outra pedreira e enfrenta o Cruzeiro em Belo Horizonte, no próximo sábado, pela décima rodada do Estadual. Hora de atacar a Raposa.

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