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25 de Maio de 2014 - 07:00

Por Wallace Mattos

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Lutando para se manter nas quatro primeiras colocações do grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro, o Tupi tem um compromisso importante neste domingo (25). O juiz-foranos encaram, fora de casa, o Mogi Mirim, às 16h, no Estádio Romildo Ferreira, em confronto válido pela quinta rodada da chave, buscando sua primeira vitória no campo do adversário nessa Terceirona. Essa será a última oportunidade de isso acontecer antes da paralisação para a disputa da Copa do Mundo, já que o Carijó pega o Madureira em casa, no dia 31 de maio, na sexta série de jogos que encerra a primeira parte da competição nacional.

Se precisa vencer, o Alvinegro de Santa Terezinha necessita de gols, mas os principais responsáveis por eles na equipe ainda não conseguiram balançar as redes. Até aqui, nas quatro rodadas do grupo B, quem marcou para o Carijó foram os meias Raphael Toledo, Ewerton Maradona e Henrique, além do lateral-esquerdo Bruno Barros. Embora seus atacantes vivam um jejum de gols, o técnico do Tupi, Léo Condé, está satisfeito com o que eles produzem para o time e sabe que a seca vai acabar. "Estamos com quatro jogos na competição, realmente eles ainda não marcaram, mas tiveram participações importantes. Tenho convicção de que, mais cedo ou mais tarde, eles vão fazer os gols. São bons jogadores", confia.

O comandante carijó sabe bem o material humano que tem nas mãos para trabalhar e como cada um de seus atacantes pode ser utilizado, explorando todo seu potencial. "Maranhão e Núbio Flávio são dois jogadores de beirada de campo, de abrir a defesa do adversário, velocistas. O Elder (Santana) é um jogador jovem que, estou certo, quando fizer um gol vai ganhar confiança, tem muito potencial. Posso falar hoje com total tranquilidade que vai ser um dos grandes centroavantes do futebol brasileiro. O momento é de dar confiança e moral, é normal essa oscilação pois é seu primeiro trabalho profissional. O Oliveira chegou mais recentemente, no Rio foi bem, artilheiro, quando entrou demonstrou qualidade e tenho certeza de que será muito útil e vai fazer os gols que precisamos", diz Condé.

Incômodo e importância

Os atacantes do Carijó sabem que estão devendo ainda na Série C, mas não é por falta de cobrança ou de trabalho que os gols não têm saído. Como o time engatou uma sequência de duas vitórias na competição - 1 a 0 no Guaratinguetá, e 2 a 1 no Caxias - a pressão é um pouco menor, mas, como diz o centroavante Elder Santana, a cobrança interna existe sempre. "O ideal é saírem gols dos atacantes e o time vencer. Lógico que preocupa porque nos dedicamos muito, temos orgulho em vestir a camisa do Tupi, então ficamos preocupados. Queremos melhorar e nos cobramos muito. Temos a total consciência de que estamos em falta. Mas, se Deus quiser, isso acaba neste domingo. Ainda bem que estamos vencendo. Mais difícil seria ser não estivéssemos marcando e a equipe perdendo."

Segundo Maranhão, não só de gols vive um atacante. Mas o jogador sabe que além de cumprir funções táticas, quem joga na frente tem que balançar a rede, e é disso que vai em busca neste domingo. "O pessoal vem nos cobrando os gols, mas também temos outras funções. Ajudamos na marcação e isso é importante. Eu, por exemplo, acompanho muitas vezes o lateral do adversário até o fundo e, nessa situação, não se consegue chegar ao ataque para concluir bem em gol. Estamos procurando ajudar de todas as maneiras. Apesar de ter consciência de que estamos ajudando, estamos também nos cobrando bastante para conseguir fazer os gols. Graças a Deus a equipe vem fazendo com os meias e a defesa, mas o objetivo é terminar com essa seca o quanto antes, quem sabe nessa partida contra o Mogi?"

Lutando para voltar a ser titular, o atacante Núbio Flávio não esconde o incômodo causado pela situação, mas reconhece outras qualidades dos homens de frente do Tupi. "É uma situação que incomoda bastante. A gente que é atacante sabe que é responsável por fazer os gols da equipe. Quando isso não acontece nos chateia, mas ao mesmo tempo também com uma pontinha de satisfação porque estamos conseguindo abrir espaços para que os meias e o pessoal que vem mais de trás possam nos ajudar. A partir do momento que o time vem vencendo, incomoda um pouco menos. Estamos sendo importantes também na marcação, mas não podemos abrir mão de balançar as redes. Trabalhamos para isso. O time depende disso. Mas já já isso sai", garante.

Último atacante a se juntar ao grupo carijó, Oliveira vem se adaptando, buscando a titularidade, além de conviver com a cobrança por gols, e aconselha mente tranquila para lidar com as situações. "Estou me adaptando ao grupo e bem. O elenco é qualificado, o ambiente é legal, e não tem como não sair daqui melhorando a cada dia. Eu aguardo minha chance tanto de ser titular quanto de poder balançar a rede. Nessas horas a cabeça tem que estar tranquila, e a minha está. Quanto à seca de gols do ataque, eles vão sair naturalmente, podem ter certeza."

Comemorações

Amanhã, o Tupi completa 102 anos, mas as comemorações começam neste domingo (25), com o esporte como personagem principal. A partir das 9h30, nas quadras da sede social do clube, na Rua José Calil Ahouagi, 332, Centro, acontece um torneio de handebol que terá o time do Carijó, além de Goianá e do Colégio Tiradentes da Polícia Militar. As equipes se enfrentam em partidas consecutivas e quem vencer o maior número delas vence a competição.

Já no dia do aniversário do clube, 26 de maio, uma celebração religiosa marcará os 102 anos do Tupi. A missa está marcada para as 19h, na Igreja de São Sebastião, na Praça Doutor Hemenegildo Vilaça, no Centro. O clube ainda planeja celebrações da data, juntamente com homenagem pelo aniversário de Juiz de Fora, para o dia 31 de maio, quando enfrenta o Madureira, no Estádio Municipal.

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