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16 de fevereiro de 2017 - 07:00

Faturamento da indústria cai 11,2%

Por Fabíola Costa
economia

Presidente da Fiemg Regional, Francisco Campolina, chama a atenção para a “preocupante” queda de participação do ICMS de JF e região (Foto: Marcelo Ribeiro)

O setor industrial fechou 2016 com queda de 11,2% no faturamento real na Zona da Mata. Em números não deflacionados, o recuo do segmento em Juiz de Fora chegou a 3,22%. Ao contrário do verificado na cidade, a indústria mineira apresentou crescimento de 5,96% no faturamento nominal. O balanço anual, divulgado pela Fiemg Regional Zona da Mata, aponta, ainda, que a participação da cidade na arrecadação da Zona da Mata, considerando o ICMS, não passou de 40% (39,79% mais precisamente) no ano que passou. O dado é preocupante, já que a participação do município no cenário regional chegava a 65,5% em 2010.

Para o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, o desempenho do setor industrial na cidade foi fortemente impactado pela retração do segmento têxtil, verificada em todo o estado (queda de 3,4% em faturamento real). Na Zona da Mata, o recuo foi ainda mais intenso – de 3,9% em 2016. Ele destacou a relevante participação da cadeia têxtil na economia local, fazendo com que o município sinta os impactos de forma mais intensa. Na sua opinião, no entanto, a performance da indústria, como um todo, não foi tão ruim, considerando que há setores e produtos em “péssimas condições”, como os extrativo, metalmecânico e automobilístico.

Participação de ICMS

Campolina considera preocupante a queda de participação de Juiz de Fora no ICMS na Zona da Mata. Pelas contas da Fiemg, dentre as 142 cidades que compõem a região, 16 respondem por cerca de 90% da arrecadação. Juiz de Fora faz parte dessa fatia, mas sua participação vem caindo ano a ano. “A cidade está empobrecendo mais do que a Mata Mineira, faturando menos e arrecadando proporcionalmente menos do que outras cidades da região.” Ainda considerando a região, houve queda de 3,6% no emprego, alta de 7,5% na massa salarial real e 0,1% nas horas trabalhadas na produção.

Para o presidente regional, Juiz de Fora possui poucas indústrias com capilaridadade de arrecadação volumosa, como era a Mercedes-Benz quando intensificou a produção de caminhões na planta local. Atualmente, a montadora prepara-se para transferir as linhas de produção de veículos comerciais, centralizando, no município, a montagem e a pintura de cabinas. Um dos impactos, diz, é que a cidade ocupa o oitavo lugar no ranking mineiro de arrecadação, estando atrás de municípios, como Uberaba, Pouso Alegre e Sete Lagoas. “Falta dinheiro circulando.”

Perda de 782 vagas

No quesito empregabilidade, a indústria da transformação ficou em terceiro lugar entre os setores que mais eliminaram postos de trabalho formais, atrás de construção civil e serviços, na ordem. Em 2016, foram extintos 782 empregos com carteira assinada, conforme atesta o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para Campolina, o desemprego no setor ficou em 2016. “Não temos hoje desemprego acontecendo no setor industrial. Aconteceu no ano passado, mas não temos continuidade em 2017.”

Para o empresário, há uma melhora na política macroeconômica, com juros e inflação caindo e exportações ganhando corpo. “A sociedade está voltando a consumir.” Como em Juiz de Fora a maioria das indústrias é de bens de consumo não duráveis, a expectativa é por aumento das vendas desses produtos.
Uma proposta evolutiva para o setor, avalia, seria atrair novas indústrias capazes de vender produtos com alto valor agregado e, com isso, aumentar a arrecadação municipal. “Temos que trabalhar, que nem loucos, para atrair novos investimentos industriais para a cidade. É isso que vai mudar a economia de Juiz de Fora”, acredita.

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3 comentários

  1. Marcelo Zampier disse:

    Em tempo: por esses motivos e tantos outros como localização central e estratégica na região, a Capital da Zona da Mata num futuro não muito distante será Ubá. Para isso basta a construção de um bom Shopping e o início das operações de uma cia. aérea em seu aeroporto com ligação direta com um grande aeroporto como Confins ou Viracopos, possibilitando muitas conexões. Aí sim, adeus Juiz de Fora! Ah, e adeus Elefante Branco de Goianá também,claro!

  2. Marcelo Zampier disse:

    Alguém ainda espera outra coisa de Juiz de Fora? Uma cidade que passivamente aceitou a saída da fábrica de carros da Mercedes-Benz, que aceita ficar sem aeroporto, que não se preocupa em desenvolver eventos como o carnaval, deixando o dinheiro daqui ser gasto em outros lugares, que não tem um projeto de desenvolvimento, não poderia ser diferente! Acostumou a ficar de pires na mão, a ficar esperando que alguma coisa caia do céu para ser salva! Vai continuar afundando!

  3. Eduardo Resende disse:

    Fábrica de mosquitos chegando aí para alavancar o ICMS.!!!!!!!!!!!!

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