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5 de janeiro de 2017 - 07:00

Futuro presente

Nas ruas de Los Angeles, Toyota Mirai desfila movido a hidrogênio e esbanjando tecnologia
Por Tribuna

A Toyota escolheu a palavra “Mirai”, que significa “futuro” em japonês, para definir sua aposta em mobilidade. Um carro que revoluciona o funcionamento dos motores e, principalmente, a emissão de poluentes. Com tamanho semelhante ao do Toyota Camry, o Mirai visa à sustentabilidade e ostenta um visual futurístico.

A razão de ser do Mirai é a sua célula de combustível. Nela, o hidrogênio se combina com o oxigênio do ar e produz água e eletricidade. A eletricidade liberada pela célula é armazenada numa bateria convencional. De lá, ela alimenta o motor elétrico que move o veículo. Freios regenerativos reforçam a carga da bateria durante as frenagens.

A tecnologia não é nova. Conhecida desde os anos de 1960, já foi testada em automóveis, barcos, motocicletas e até em um avião. A inovação fica justamente por ela nunca ter sido usada em larga escala, por conta do seu custo elevado e pela necessidade de postos de abastecimento equipados com hidrogênio.

O Toyota Mirai usa uma versão esticada da plataforma do Prius e tem um motor elétrico de 154 cv e 34,1 kgfm de torque – o mesmo utilizado no Lexus RX450h -, enquanto a bateria é a mesma do Camry Hybrid. Dessa forma, incorporando tecnologias utilizadas em outros modelos, a Toyota conseguiu baratear o custo do projeto. As baterias são alocadas no porta-malas e alimentadas diretamente pela célula de combustível ou pela recuperação da energia dos freios. Já os tanques somam 125 litros de hidrogênio sob alta pressão e são instalados debaixo do banco traseiro e do piso do porta-malas. Sua autonomia pode ultrapassar os 650 quilômetros, sempre com o modo de condução eco ativado.

O visual futurista segue a linha do Prius, veículo híbrido mais vendido do mundo. Por dentro, o acabamento e materiais utilizados são superiores para justificar o preço mais alto. O espaço interno é semelhante ao do Camry, maior sedã da marca japonesa.

Para suprir a necessidade de abastecimento de hidrogênio, a Toyota elaborou parcerias com governadores dos Estados Unidos, alguns países da Europa e Japão – locais onde o modelo é vendido – para que sejam criados pontos de abastecimento. O procedimento de encher os tanques de hidrogênio leva de três a cinco minutos e o processo é semelhante ao de abastecer um carro equipado com GNV.

Com preço tabelado de US$ 57.500, aproximadamente R$ 187.500, o Mirai não é exatamente barato. No entanto, levando em consideração a tecnologia aplicada e sua autonomia, o modelo do futuro não é uma compra tão irracional.

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