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11 de janeiro de 2017 - 18:11

Índice de infestação do Aedes Aegypti é de 3,4%

Índice do primeiro Liraa do ano é pior do que o último levantamento, feito em novembro. No entanto, Secretaria de Saúde destaca que este valor é o menor registrado no período nos últimos cinco anos
Por Tribuna

Foi divulgado nesta quarta-feira (11) o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Liraa) de 2017. O índice aferido, de 3,4%, configura situação de alerta dentro da variação entre 1% e 3,9%, de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, o número é superior ao registrado no último levantamento, de 1,6%, divulgado em novembro do ano passado, período que ainda não era marcado por chuvas. O estudo foi feito com base na vistoria de 5.838 residências, sendo 80% dos focos encontrados em propriedades particulares. Os bairros que apresentaram maior incidência foram Milho Branco, Santa Cruz, Jóquei Clube II e São João, na Zona Norte, Vila Ozanan e Granjas Bethel/Santa Clara, na Zona Sudeste, São Mateus, na Zona Sul, e Nossa Senhora das Graças, na Zona Nordeste.

Apesar de um índice próximo de 4%, que indica o surto de dengue, a Secretaria de Saúde detectou que o valor é o menor registrado no período nos últimos cinco anos, considerando-o de médio risco. Em dezembro de 2015, foram registradas 500 notificações de casos de dengue, enquanto no mesmo período de 2016 apenas 16. A titular da pasta, Elizabeth Jucá, afirma que o índice menor que o dos últimos anos é resultado de trabalho conjunto entre agentes, com apoio do Exército e da população. No entanto, ela alerta para a necessidade de continuidade de prevenção, principalmente no trabalho conjunto de agentes e da população, a qual deve dedicar dez minutos semanais para evitar possíveis focos dentro das casas.

Em uma análise histórica do levantamento, a secretaria percebeu que alguns bairros, como Monte Castelo e Democrata, os quais integravam as listas de locais de maior infestação e conseguiram sair do ranking a partir da mobilização das associações de moradores, comércio e população na luta contra o Aedes aegypti, mosquito vetor da dengue, chikungunya, febre amarela e zika virus. Além disso, a pasta destaca que, desde o fim de 2016, os agentes de endemias foram regionalizados e passaram a ficar baseados nas unidades de saúde, garantindo a continuidade das ações nas ruas.

Em funcionamento no prédio da Defesa Civil, a sala de operações que converge diversas secretarias da PJF atende durante 24 horas no Disque Dengue. O número é 199. Na Câmara Municipal, um pedido de audiência pública feito pelos vereadores Marlon Siqueira (PMDB) e Cido Reis (PSB) a fim de discutir as ações preventivas no combate à dengue no município segue sem data definida.

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