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20 de abril de 2017 - 14:51

Janot pede revogação da soltura e goleiro Bruno pode voltar à prisão

Por Vitor Tavares/ Agência Estado
(Foto: Leonardo Costa)

Goleiro defendeu o Boa contra o Baeta em Juiz de Fora, na quarta-feira (19) (Foto: Leonardo Costa)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu na quarta-feira a revogação da liminar do ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a soltura do goleiro Bruno, condenado pela morte de sua ex-namorada Eliza Samudio. Bruno foi solto em 24 de fevereiro e espera o julgamento do habeas corpus na primeira turma do STF.

Além de pedir a revogação da liminar, Janot também indeferiu o pedido de habeas corpus feito pela defesa.

Para Janot, o habeas corpus apresentado pela defesa de Bruno já havia sido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), não cabendo ao STF dar prosseguimento ao pedido. O procurador ainda refuta a tese da defesa do goleiro, sobre a demora do julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais enquanto ele seguia preso.

Janot afirma que a própria defesa tem contribuído para o prolongamento do prazo criminal e que “a duração razoável do processo deve ser deferida à luz da complexidade dos fatos e do procedimento, bem como a pluralidade de réus e testemunhas”

Bruno foi condenado em 2013 pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho. Ele acabou solto em 24 de fevereiro, após cumprir seis anos e sete meses de detenção em regime fechado.

Fora da prisão, Bruno fechou um contrato com o Boa, clube mineiro de Varginha, em 10 de março. O time recebeu inúmeras críticas pela contratação nas redes sociais, nos treinos e até nas partidas disputadas. Com o pedido de Janot, no entanto, o retorno do goleiros aos gramados pode durar menos do que o esperado.

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3 comentários

  1. Joaquim Garcineu disse:

    Maldade a foto com a viatura ao fundo. Se tem coisa errada nesta história é a lei que permite a esse rapaz estar em liberdade.Ele, pela lei atual, está no seu direito de trabalhar. Aos chatos de plantão, um aviso: leis são feitas por parlamentares. Nas próximas eleições do Legislativo, votem conscientemente.

    Não concordo (e não aprovo) seu crime; mas seu direito à liberdade tem que ser contestado em outro momento: durante as eleições.

  2. WILLIAM BOY disse:

    AO FOTÓGRAFO LEONARDO COSTA… PARABÉNS PELA FOTO!!!
    NO LUGAR E HORA CERTAS PARA O REGISTRO!

    *QUANTO AO BRUNO, NEM DEVERIA TER SAÍDO…

*

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