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17 de fevereiro de 2017 - 07:00

Médico alerta quem vai viajar para regiões onde há casos de febre amarela

Alternativa para quem não se vacinou é fazer uso contínuo de repelente
Por Rafaela Carvalho

A uma semana do carnaval, a preocupação com as pessoas que vão viajar para áreas de risco da febre amarela é cada vez maior. Isso porque o prazo de garantia para que a vacina contra a doença faça efeito é de dez dias antes da viagem. No entanto, a alta demanda pela vacina tem feito com que muitos mineiros não consigam se imunizar a tempo. Nesse caso, de acordo com o médico infectologista Antonino Adriano Neto, o ideal seria que as pessoas não viajassem para esses locais.

“Se a pessoa não tiver tomado a vacina, o ideal é não ir, principalmente se for um local com mata. Mas se a pessoa quiser ir ainda assim, ela deve usar repelente”, pontua o médico. “Mesmo que ela esteja vacinada contra a febre amarela, o repelente evita doenças como dengue, zika e chikungunya. Se o viajante for dormir em um camping ou em uma pousada sem telas nas janelas também deve passar o repelente. Usar roupas compridas também ajuda, mas o produto é uma das principais formas de prevenção.” Segundo o médico, os juiz-foranos que planejam viajar para locais como praias e cachoeiras devem seguir as orientações dos fabricantes dos produtos, por causa do contato com a água.

Já as pessoas que vão sair de locais onde há casos confirmados de febre amarela em direção a Juiz de Fora também devem usar repelentes, principalmente se não estiverem vacinadas. “As pessoas que sentirem os sintomas de febre amarela ou qualquer doença relacionada ao Aedes aegypti devem usar o repelente e procurar tratamento em uma unidade de saúde do município.”

O infectologista alerta que os primeiros sintomas da febre amarela são dor de cabeça intensa e febre. Depois de 24 horas, esses sintomas somem, mas a coloração amarela pode surgir em seguida. Na fase maligna, pode haver sangramento, hemorragia digestiva e insuficiência renal.

Vacinação
Conforme o subsecretário de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Rodrigo Almeida, apesar de o município já ter recebido 53.400 doses da vacina desde o início do ano, seria necessário que o município recebesse mais doses para desenvolver uma campanha específica de vacinação para quem vai viajar. “Normalmente receberíamos oito mil doses de vacina nesse período. A questão é que tem havido um aumento significativo na procura da vacina contra a febre amarela, exclusivamente. A Secretaria de Saúde praticamente dobrou a quantidade enviada para cada unidade de saúde. Não há desabastecimento.”

Segundo Almeida, o município solicita mais vacinas ao Estado diariamente, mas é o Governo estadual que define quantas doses serão enviadas. “Pedimos vacinas todos os dias, mas entendemos que a maioria das vacinas está sendo direcionada para áreas endêmicas. Esperamos receber um lote grande nos próximos dias.”

Sobe para seis número de mortes de macacos investigadas

Ainda de acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Rodrigo Almeida, no total, seis primatas mortos foram encontrados em Juiz de Fora. Com isso, a imunização na Zona Rural foi intensificada, e os moradores estão recebendo visitas em casa. “A cidade continua com uma situação epidemiológica segura, mas estamos vigilantes com relação às epizootias e com a possível necessidade de realização de barreira sanitária.” Uma reunião com representantes da Prefeitura e de órgãos ambientais vai acontecer hoje, com o objetivo de alinhar as condutas relacionadas à doença, tanto no segmento da saúde pública como com as ações relacionadas ao meio ambiente. “Algumas pessoas estiveram em Belo Horizonte para receber orientações e diretrizes, que serão apresentadas nessa reunião”, finalizou.

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