Morre o garoto Paulinho, símbolo de campanha para doação de medula
Atualizada às 19h35

Pouco mais de três anos após ser diagnosticado com leucemia, o garoto Paulinho morreu nesta quarta-feira (27), no Hospital Samaritano, em São Paulo, onde estava internado. Símbolo da campanha #JuntospeloPaulinho para incentivar as pessoas a doarem sangue e a se cadastrarem no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), o garoto, de 6 anos, teve o óbito registrado às 17h01. Conforme informações da assessoria de comunicação do Hospital Samaritano, o sepultamento será nesta quinta-feira, às 16h, no Cemitério Parque da Saudade, onde o corpo está sendo velado desde o meio-dia. Ainda conforme o hospital, no atestado de óbito consta como causas da morte transplante de medula óssea, leucemia linfoide aguda, septicemia (uma infecção generalizada grave).
Paulinho foi diagnosticado com leucemia em abril de 2013. Em janeiro do ano seguinte, a doença havia sido eliminada, e o menino passava pela fase de manutenção. Porém, ela voltou em maio de 2015, quando familiares e amigos lançaram a campanha #JuntospeloPaulinho para incentivar as pessoas a doarem sangue e a se cadastrarem no Redome. Ainda no mesmo mês, um exame de compatibilidade apontou como 100% positiva a chance de doação pelo irmão mais novo. Em novembro do ano passado, Paulinho recebeu a medula de Arthur, que estava na época com 2 anos e 9 meses. No mesmo mês, a família comemorou a “pega” da medula doada. Isso significa que a medula voltou a produzir células do sangue em quantidades suficientes.
Após 100 dias em São Paulo, a família regressou a Juiz de Fora, onde manteve o tratamento. Nos últimos dias, porém, o garoto apresentou complicações. No último domingo, quando Paulinho já estava internado novamente no Hospital Samaritano, os pais usaram as redes sociais para fazer um apelo: “Amigos, aqui é papai e mamãe do nosso Paulinho. Precisamos de um milagre. Cremos que possa ocorrer. Orem por favor. Que Deus nos abençoe e faça o melhor para ele.” O grupo no Facebook #JuntosPeloPaulinho reúne mais de 10 mil pessoas atualmente. A rede social era um dos principais canais por onde a família publicava informações sobre a evolução do tratamento de Paulinho e mobilizava as pessoas em prol das doações de medula.









