Votorantim Metais e crianças de Humaitá se unem através de projeto de leitura

Chegar ao trabalho, ganhar algumas horas de folga para compartilhar momentos de leitura com pequenos vizinhos. Acordar cedo, arrumar-se para a escola na ansiosa expectativa de rever os amigos, que trabalham na multinacional da região. É assim que, há cerca de dois anos, funcionários da Votorantim Metais e alunos da Escola Municipal Coronel Emílio Esteves […]

Por Gabriela Gervason

08/12/2016 às 11:00hs - Atualizada 09/12/2016 às 19:31hs

Votorantim Metais/Divulgação

Chegar ao trabalho, ganhar algumas horas de folga para compartilhar momentos de leitura com pequenos vizinhos. Acordar cedo, arrumar-se para a escola na ansiosa expectativa de rever os amigos, que trabalham na multinacional da região. É assim que, há cerca de dois anos, funcionários da Votorantim Metais e alunos da Escola Municipal Coronel Emílio Esteves dos Reis, no Bairro Humaitá, desenvolvem laços de amizades, conhecimento e cidadania.

Iniciado em 2014 pela holding, o projeto “Quem conta um conto aumento um ponto” termina o ano celebrando a parceria bem-sucedida entre indústria e comunidade. “O projeto foi uma iniciativa concebida em Juiz de Fora e a escolha de Humaitá foi justamente pelo fato do bairro estar próximo da unidade”, explica a gerente de desenvolvimento humano e organizacional da Votorantim, Marisa Magalhães Ulhoa. “São cerca de 12 funcionários, que são liberados durante o expediente, uma manhã a cada mês, para se dedicar ao projeto. É um estímulo para o exercício da cidadania e o sentimento de gratidão é imenso, já que eles sentem que estão dando o tempo em prol do outro”, analisa Marisa.

Nesta integração, até mesmo os clássicos passaram a ganhar outra angulação. Dentre os livros trabalhados nas contações, estavam os do escritor gaúcho Cristiano Refosco, que reúne 11 obras inspiradas em contos de fada, em que os personagens principais possuem algum tipo de deficiência. “Além do estímulo da leitura em si, os encontros serviram como uma reflexão sobre dificuldades especiais, já que as histórias, como a ‘Chapeuzinho da cadeirinha de rodas vermelha’, ‘Branca Cega de Neve’ e ‘Pinóquio das Muletinhas’, trabalhavam este assunto”, explica a diretora da escola, Marisa Aparecida Schuchter.

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Ao final dos encontros, os papeis se inverteram e os jovens, antes plateia, tomaram o papel principal das apresentações. “Como trabalhamos o livro Pequeno Príncipe durante todo o ano, que estimula a sensibilidade para com o outro, a leitura de vida e de mundo, os meninos apresentaram uma peça teatral a partir desta obra para os voluntários, no último dia de encontro”, explica. “Temos um respeito muito grande a estes funcionários, ao ver que eles se preparam, se dedicam para vir ao colégio. É um projeto muito valioso para nós”, confessa a diretora.

Segundo Marisa, a parceria também ajuda a elevar a estima dos alunos. “Projetos assim geram um envolvimento entre as duas partes e valorizam muito a questão do ouvir, de ler, de ver. A contação veio ao encontro aos nossos ideais, um casamento perfeito”, analisa a leitora.

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