Policial civil que atirou e matou amigo de vizinho vai responder em liberdade

Atualizada às 18h09 O escrivão da Polícia Civil, 33 anos, suspeito de atirar e matar um homem de 32, na noite deste domingo (8), no Bairro Marilândia, na Cidade Alta, vai responder ao processo em liberdade. Depois do crime, o policial foi apresentado ao plantão da 1ª Delegacia Regional, em Santa Terezinha e, após realização de […]

Por Guilherme Arêas

09/01/2017 às 17:54hs - Atualizada 10/01/2017 às 08:49hs

Atualizada às 18h09

O escrivão da Polícia Civil, 33 anos, suspeito de atirar e matar um homem de 32, na noite deste domingo (8), no Bairro Marilândia, na Cidade Alta, vai responder ao processo em liberdade. Depois do crime, o policial foi apresentado ao plantão da 1ª Delegacia Regional, em Santa Terezinha e, após realização de audiência de custódia, na tarde desta segunda, foi concedida pela Justiça a liberdade provisória ao servidor, conforme informou a assessoria de comunicação da Polícia Civil.

“As diligências prosseguem, visando à apuração completa dos fatos e suas circunstâncias”, informou a Polícia Civil em nota. A perícia realizou levantamentos, e a pistola ponto 40 usada no homicídio foi recolhida para ser submetida a exames periciais. O policial estava lotado na 3ª Delegacia, responsável pela investigação de crimes na Zona Norte de Juiz de Fora.

O caso

O homem de 32 anos morreu após ser alvejado no abdômen por um tiro disparado pelo escrivão da Polícia Civil. O crime aconteceu em um dos corredores do prédio onde o policial mora, na Rua das Esmeraldas, no Marilândia. A vítima, Fernando Silva Gomes Neto, que é de Petrópolis, estaria junto com a noiva participando de um churrasco na residência de um casal vizinho e, ao descer de sunga para buscar abacaxis no carro, se encontrou com o morador. Segundo a Polícia Civil, o escrivão relatou que, ao retornar da missa, junto com sua companheira e sua filha, se deparou nas dependências do edifício “com uma pessoa que aparentava estar embriagada, assim como apresentava-se bastante exaltada.”

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Ainda conforme o relato do suspeito de atirar, “ao questionar-lhe a razão de sua permanência no prédio, buscando esclarecimentos quanto a seu nome e a que apartamento estava se dirigindo, este proferiu falas desconexas e xingamentos”. Em seguida, o morador teria se identificado como policial, com sua arma em punho, pedindo a identificação do visitante. “Neste instante, a pessoa até então desconhecida avançou contra sua pessoa, tendo a arma disparado acidentalmente, atingindo a vítima.” Ainda conforme a corporação, o próprio policial acionou o Samu para prestar socorro à vítima, que não resistiu, sendo o óbito constatado.

Logo após o disparo, a noiva da vítima chegou ao local, descendo as escadas da cobertura, assim como o casal de moradores. Eles relataram à polícia que aquela não havia sido a primeira vez em que Fernando frequentava o prédio e que nunca havia ocorrido qualquer atrito entre ele o policial.

Sepultamento

A vítima seria sepultada às 16h30 desta segunda, em Petrópolis, mas devido à demora na chegada do corpo ao município fluminense, o enterro acontece no Cemitério Municipal de Petrópolis, nesta terça-feira, às 9h. Nas redes sociais, amigos e parentes de Fernando demonstraram revolta e se disseram assustados com o crime. Eles cobram punição para o policial e descrevem Fernando como “alegre, tranquilo e amável”.

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