Surto de malária preocupa Minas Gerais

Um surto de malária em Diamantina tem preocupado a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, que disparou um alerta aos municípios do entorno e de todo o estado para a doença. Conforme a SES, foram confirmados seis casos de malária causada por Plasmodium vivax em Diamantina. As pessoas foram internadas, mas já […]

Por Guilherme Arêas

09/01/2017 às 19:31hs - Atualizada 09/01/2017 às 19:31hs

Um surto de malária em Diamantina tem preocupado a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, que disparou um alerta aos municípios do entorno e de todo o estado para a doença. Conforme a SES, foram confirmados seis casos de malária causada por Plasmodium vivax em Diamantina. As pessoas foram internadas, mas já receberam alta, evoluíram para cura e estão realizando o exame de controle. O local provável de infecção é o Garimpo Areinha, formando por pequenos garimpos, distante a 140 km do município de Diamantina e localizado nos distritos de Inhaí e Maria Nunes, ao longo do Rio Jequitinhonha. O Estado deslocou uma equipe para investigar e realizar busca ativa de casos no garimpo. Conforme a SES, também foram realizadas medidas imediatas de prevenção e controle da malária e enviados medicamentos e kits de diagnóstico.

Em Minas, no ano passado, foram registrados 53 casos da doença, com dois óbitos. A maioria foi importado de regiões endêmicas da malária. Apenas em oito casos o local provável de infecção foi Minas Gerais (autóctones). Desses, um caso foi notificado em Lima Duarte, um em Simonésia e seis em Diamantina. Segundo a chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Michele Freitas, como Juiz de Fora não tem registro da doença, o alerta é apenas para aqueles que irão viajar para regiões de surto. “A orientação básica é o uso de repelente, segundo a orientação do fabricante. Usar ventilador e ar condicionado para evitar a presença do mosquito em locais fechados. Evitar os locais próximo a criadouros naturais de mosquito, como beira de rio e áreas alagadas. O mosquito da malária gosta de região de mata natural, diferentemente do Aedes aegypti, que gosta de área urbana. A malária é da região Norte. Como teve surto em Minas, é importante as pessoas saberem e identificarem os sintomas para que se procure atendimento rápido. Os sintomas são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça.”

A malária é uma doença febril aguda. Tem como agentes etiológicos o Plasmodium falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. Knowlesi. Das cinco espécies causadoras da malária humana, o Plasmodium falciparum, o mais letal, e o Plasmodium vivax, são os mais comuns no Brasil. Em poucos dias de infecção, o P. falciparum propicia quadro grave, por isto, todo suspeito de malária deve, de imediato, ser submetido ao exame laboratorial. No Brasil, existe transmissão residual de malária no Piauí, no Paraná e em áreas de bioma da Mata Atlântica nos estados de São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

 

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