Lago do museu o começa a receber intervenções

A água esverdeada do lago do Museu Mariano Procópio foi tema da tese de doutorado “Medidas de mitigação para controle e manejo das florações de cianobactérias em um sistema tropical raso” da bióloga e pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora (PGECOL/UFJF), Marcela Miranda. O trabalho indica um conjunto de medidas que devem ser […]

Por Tribuna

15/07/2017 às 07:00hs - Atualizada 15/07/2017 às 14:04hs

Água esverdeada do lago receberá medidas para minimizar florações das algas (Foto: Felipe Couri)

A água esverdeada do lago do Museu Mariano Procópio foi tema da tese de doutorado “Medidas de mitigação para controle e manejo das florações de cianobactérias em um sistema tropical raso” da bióloga e pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora (PGECOL/UFJF), Marcela Miranda.

O trabalho indica um conjunto de medidas que devem ser adotadas para minimizar as florações das algas e foi apresentado à equipe do museu na última quarta-feira (12). Novas reuniões operacionais devem ser feitas, de acordo com o gerente de Planejamento e Manejo do Parque do Museu Mariano Procópio, Dirceu Falce, para tratar da implantação das intervenções.

A princípio, foram indicadas algumas mudanças logísticas, como a forma de alimentação dos gansos, por exemplo. Depois que todas essas questões estiverem resolvidas, começam as intervenções para reduzir as entradas internas e externas de nutrientes, que possibilitarão a diminuição do número de algas no lago. “Será um trabalho de gestão integrada. Quando mexemos com a natureza, temos que respeitar alguns prazos, que não são instantâneos. Ainda não temos como prever o quanto vai custar, até porque há vários processos envolvidos, e tudo precisa ser feito com muito cuidado. O objetivo é a melhora na qualidade da água, para consequentemente, melhorar a paisagem do museu”, destaca a doutora Marcela.

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O trabalho de Marcela começou em 2012 com uma análise mensal da qualidade da água, que manifestava florações de alga. O monitoramento foi feito até 2014. No ano seguinte, foram realizados experimentos em laboratório, com testes para remoção das algas. Em 2016, parte da água do lago foi cercada e utilizada para testar o experimento feito no laboratório. O estudo foi realizado em parceria com instituições de pesquisa de Rio (UERJ), São Paulo (USP) e Holanda (Universidade de Wageningen).

Recuperação é a meta

“Temos um lago raso em que a luz do sol chega até o fundo. É o ambiente propício para o desenvolvimento das cianobactérias. Atualmente, ele é alimentado pelas águas da chuva e um poço artesiano pequeno, com uma vazão de 4.400 litros por hora, o que é muito pouco. Esse lago tem 12 mil metros quadrados de superfície de lâmina d’água”, diz Dirceu Falce, que tem a expectativa de recuperar o lago. “É um trabalho científico que foi feito sobre uma base muito boa, com excelentes orientações. Nossa meta é que os juiz-foranos possam desfrutar do lago do museu como era antes, até mesmo com o pedalinho.”

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