Coisa má do outro mundo

Descobrir se temos companhia neste infinito (?) universo é uma questão que a humanidade discute há séculos e por isso mesmo tornou-se tema recorrente em diversas manifestações artísticas. No cinema, então, é prato cheio para idealizarmos alienígenas de todos os tipos, mas o medo do desconhecido faz com que imaginemos, na maioria das vezes, que […]

Por Michele Meireles

20/04/2017 às 07:00hs - Atualizada 19/04/2017 às 19:38hs

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Descobrir se temos companhia neste infinito (?) universo é uma questão que a humanidade discute há séculos e por isso mesmo tornou-se tema recorrente em diversas manifestações artísticas. No cinema, então, é prato cheio para idealizarmos alienígenas de todos os tipos, mas o medo do desconhecido faz com que imaginemos, na maioria das vezes, que a hostilidade seja a regra, tanto em nosso cantinho no Sistema Solar quanto nas profundezas do espaço. É o que podemos ver, por exemplo, nos longas da franquia “Alien”, em “Independence Day”, “A Quinta Onda”, “Guerra dos mundos”, “O enigma de outro mundo” ou “Vampiros de almas”, entre tantos outros. E esse medo do desconhecido volta a dar as caras em “Vida”, misto de ficção científica, suspense e terror que estreia nesta quinta-feira.

O longa do diretor sueco Daniel Espinosa (“Crimes ocultos”, “Protegendo o inimigo”) conta com nomes conhecidos em Hollywood, como Jake Gyllenhaal (“Animais noturnos”), Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), e tem no seu DNA vários dos genes que fizeram “Alien: O oitavo passageiro” se tornar um clássico: uma tripulação sozinha no espaço que se depara com uma criatura extraterrestre desconhecida, que logo se mostra uma ameaça e faz com que o ser humano deixe de estar no topo da cadeia alimentar e passe de predador a caça.

Ao contrário do clássico de Ridley Scott, “Vida” não se passa no espaço distante, em que a nave Nostromo faz uma paradinha em um planeta e dá carona, sem querer, a um maldito xenomorfo comedor de gente. Toda a trama se desenrola na Estação Espacial Internacional, que recebe de volta uma sonda que foi até Marte. E a missão, a princípio, parece ter sido um sucesso, pois os astronautas deparam-se com uma espécie alienígena aparentemente primitiva, composta por apenas um olho, cérebro, músculo e menor que uma caixa de fósforos, o que faz o grupo imaginar se tratar de um exemplar inofensivo.

Mas é aí que vem o momento “ah, a ilusão…”. O bichinho alien mostra logo ao que veio quando ataca o pesquisador que estava estudando-o e trata de fugir da incubadora, crescer, desenvolver tentáculos, atacar os outros tripulantes e usar sua inteligência para se esconder pela estação e cortar o sinal de comunicação dos astronautas com a Terra. A partir daí será aquele Deus nos acuda, com a tripulação tentando sobreviver à ameaça ao mesmo tempo em que precisa impedir que o bicho chegue até nosso planeta. É promessa de muito suspense, destruição e trilha sonora no clima “vamos morrer de medo com o próximo susto”. A questão é saber se o resultado será o mesmo de “Alien” ou apenas mais um genérico do longa de 1979.

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“Vida”
UCI 1 (leg): 16:40, 22:00. UCI 5 (dub): 13:15. Cinemais Jardim Norte 5 (dub): 15:10, 19:30. Cinemais Jardim Norte 5 (leg): 17:20, 21:40. Classificação: 12 anos

 

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