Gás natural chega à região central, Granbery e São Mateus

Durante a inauguração do novo Centro de Distribuição e Atendimento ao Cliente da Zona da Mata, o presidente da Gasmig, Eduardo Andrade, anunciou a expansão da rede de distribuição de gás natural residencial e comercial em uma área que cobre parte do Centro e dos bairros São Mateus e Granbery. O primeiro projeto deve ser […]

Por Barbara Landim

17/03/2017 às 08:03hs - Atualizada 17/03/2017 às 08:03hs

diretor-técnico da Gasmig, Luiz Antônio Jorete, mostra a Bruno tubulações de polietileno, que serão utilizadas na instalação dos dutos de gás em JF
diretor-técnico da Gasmig, Luiz Antônio Jorete, mostra a Bruno tubulações de polietileno, que serão utilizadas na instalação dos dutos de gás em JF

Durante a inauguração do novo Centro de Distribuição e Atendimento ao Cliente da Zona da Mata, o presidente da Gasmig, Eduardo Andrade, anunciou a expansão da rede de distribuição de gás natural residencial e comercial em uma área que cobre parte do Centro e dos bairros São Mateus e Granbery. O primeiro projeto deve ser iniciado entre agosto e setembro deste ano, com investimentos de R$ 9 milhões. A solenidade contou com a presença do prefeito Bruno Siqueira (PMDB).

A Gasmig também prospecta outras duas áreas para expansão, que incluem a região central e os bairros Santa Helena e Cascatinha. A segunda e a terceira fase ainda estão em processo de maturação, e ainda não é possível indicar, conforme Andrade, o valor do investimento nesses dois outros pontos. No entanto, ele afirma que a cidade é considerada promissora pela Gasmig e pode receber intervenções a partir de 2018.

“Pretendemos atender mais de 4.500 clientes comerciais e aproximadamente 145 comerciais no primeiro projeto. A intenção é trazer a tecnologia do PEAD (polietileno de alta densidade), que é um material mais moderno, utilizado em todas as metrópoles do mundo, para Juiz de Fora. Também pretendemos avançar nos segmentos industrial e automotivo”, afirmou o presidente. O PEAD é utilizado na fabricação de tubos e, em função de suas características, pode ser instalado em valas menores, com menor intervenção urbana. “A duração da estrutura é de 100 a 200 anos. Toda a tubulação tem identificação e coordenadas que são acompanhadas pelo sistema, que mostram informações como a temperatura, por exemplo”, informou o diretor-técnico da empresa, Luiz Antônio Jorete.

Segundo Andrade, a ideia é retirar os caminhões de gás liquefeito de petróleo (GLP) do trânsito, oferecendo uma fonte energética mais limpa, segura e ambientalmente mais sustentável. “Temos um bom volume de gás natural para atendimento na cidade. O Município é estratégico para a Gasmig, a nossa vontade é de contribuir para o desenvolvimento econômico e, por isso, o Centro de Distribuição e Atendimento foi inaugurado. Para que tenhamos mais condições de proporcionar um atendimento ágil, dinâmico e eficiente.”

De acordo com o engenheiro da companhia, Felipe Castro Neves, com a instalação da rede principal, aos poucos, a primeira área deve ser gaseificada. “Estimamos que, nos primeiros quatro meses, a rede chegue às ruas; com mais quatro meses, aos condomínios; e a previsão é de que os apartamentos possam começar a usar o serviço a partir dos primeiros meses de 2018. A primeira etapa deve incluir os empreendimentos que possuem a rede de gás instalada e, em um segundo momento, integraremos os prédios que ainda não possuem a estrutura.” Nesse caso, a interligação fica por conta do interessado.

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Bruno Siqueira reiterou os benefícios da expansão da distribuição do gás na região central. “É muito importante ter a opção por uma energia mais barata, limpa, e que apresenta menos problemas, e ainda incomoda menos o cidadão por ser instalado com método não destrutivo”.

Eficiência e Segurança

Entre as vantagens apresentadas pelo uso do gás em residências está a economia, de acordo com a Gasmig, já que o consumidor paga apenas pelo que consome, conforme é registrado no medidor, e pelo valor do gás que é mais barato. Sobre a segurança, o diretor-técnico, Luiz Antônio Jorete, esclareceu que o gás natural é menos denso que o ar e, dessa forma, se dissipa mais fácil em ambientes nos quais não esteja aprisionado, sendo menos inflamável que o GLP e não emitindo de poluentes.

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