Tarifa de táxi sobe 6,8% a partir de maio

*Atualizada às 19h06 A partir da primeira semana de maio, a tarifa de táxi sobe 6,8% em Juiz de Fora. A bandeirada passa dos atuais R$ 5,22 para R$ 5,58. Em cumprimento a uma determinação legal, o secretário de Transportes e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, apresentou, em detalhes, a atualização da planilha que embasa o reajuste […]

Por Michele Meireles

20/04/2017 às 16:21hs - Atualizada 20/04/2017 às 19:07hs

*Atualizada às 19h06

(Foto: Marcelo Ribeiro)
(Foto: Marcelo Ribeiro)

A partir da primeira semana de maio, a tarifa de táxi sobe 6,8% em Juiz de Fora. A bandeirada passa dos atuais R$ 5,22 para R$ 5,58. Em cumprimento a uma determinação legal, o secretário de Transportes e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, apresentou, em detalhes, a atualização da planilha que embasa o reajuste da tarifa, em audiência pública realizada na Câmara Municipal na tarde desta quinta-feira. A reunião foi marcada por baixo quórum. Na ocasião, o secretário garantiu que o cálculo do aumento da tarifa de ônibus “ainda não começou”.

Com a majoração, o quilômetro rodado sobe de R$ 2,61 para R$ 2,79 (bandeira 1). No caso da bandeira 2, os valores aumentam de R$ 3,13 para R$ 3,34. A hora parada que custava R$ 23,36 passa para R$ 24,98. Em 2016, o aumento foi de 10,6%. Em 2015, o percentual foi 8,8%. Ainda conforme a Settra, o coeficiente de ocupação dos táxis hoje é de 54% na cidade. Por mês, o percurso médio chega a 2.705 quilômetros, com cerca de 377 viagens realizadas por veículo a cada mês.

Durante a audiência, Tortoriello apresentou a atualização da planilha, que considera custos fixos e variáveis. Uma novidade deste ano foi a remuneração aos taxistas pelo investimento feito na aquisição dos equipamentos mínimos obrigatórios aos contemplados na licitação, como GPS, câmera de segurança e biometria. O custo da adaptação foi estimado em R$ 3.481 pela Prefeitura. A remuneração incorporada na planilha foi de R$ 311,93. Segundo o secretário, a incorporação dessa remuneração foi aprovada pela Comissão Municipal de Transportes e Trânsito.

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Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas, Aparecido Fagundes, o aumento foi reivindicado em janeiro para corrigir a defasagem do ano anterior. O índice é considerado suficiente para recompor as perdas. Para Aparecido, o aumento não deve estimular a migração de clientes para a Uber. No seu entendimento, o transporte via aplicativo é irregular, não apresenta procura tão grande e, embora o preço seja um pouco mais atrativo do que o do táxi, não é considerado, por ele, um transporte seguro para o usuário.
Tanto a Prefeitura quanto o sindicato consideram a recomposição de preços necessária para recuperar os custos do serviço, permitindo que os permissionários continuem atuando no sistema.

 

 

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