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05 de Janeiro de 2013 - 08:00

Por IGREJA EM MARCHA

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Novo ano... Será um ano novo? Ano novo significa ano diferente daquele que acabou de vigorar. Ano diferente, mas com uma diferença que valha a pena. E valem, para o vivente humano, as diferenças a favor da vida. Viver é conviver. Não há possibilidade de vida se qualquer forma dela se isola, rompe o intercâmbio com as outras formas ou com os outros seres singulares existentes. Então, ano novo significa ano no qual se constituem ou se criam condições melhores de vida para todos.

Muito bem. Desejamos a todos, uns para outros, na entrada de 2013, um ano novo, na esperança de que ele seja diferente, porque melhor. Mas quem vai construir essa diferença para melhor? Ela não cai misteriosamente do céu. Ela só pode surgir da terra cultivada pelo ser humano. É ele que constrói, assim ou assado, o seu ano, os seus anos.

Desejar ano novo só tem sentido, portanto, como compromisso de engajar-se na tarefa de fazê-lo parecer diferente, porque mais justo, mais delicado, mais solidário do que até hoje tem sido: ano menos marcado pelas desigualdades, as quais representam uma atuação histórica, que gera fome, analfabetismos, doenças, drogas, enfim, morte para uma grande parte dos seres humanos.

Quando desejamos ano novo, engajamo-nos, portanto, no trabalho de construção, de edificação deste ano. As champanhes que estouramos, os fogos com que iluminamos nossos céus e os abraços que damos são juramentos de fidelidade a esse compromisso. Não há polícia a nos vigiar no cumprimento desse voto, não há Estado a estabelecer multas para os faltosos e não há exames capazes de nos reprovar em caso de incompetência. Têm que existir, isto sim, a consciência e a percepção da beleza desse trabalho em mutirão universal. Tem que existir a coragem de arregaçar as mangas e pôr-se a agir, a colaborar, a trabalhar juntos, na alegria de viver.

Então, brindemos: ano novo!

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